A arte e a tradição na olaria de S. Pedro do Corval

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Conde, Antónia Fialho
Data de Publicação: 2014
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10174/11633
Resumo: A história da cerâmica em Portugal, nela se compreendendo nomeadamente a olaria a faiança, conta com valiosos estudos especialmente desde finais do século XIX e que os séculos XX e XXI têm sabido prolongar, numa perspectiva pluridisciplinar e abrangendo períodos históricos distintos. Na tradição oleira de S. Pedro do Corval encontramos testemunhos de influências mediterrânicas, na sua maior parte de origem greco-romana (talhas, cântaros, panelas…) e árabe (alguidares, peças para resguardo de água…) de linhas elementares e simples, respeitando equilíbrios e proporções ancestrais e sabendo aliar à produção endógena as influências mediterrânicas propiciadas pelas emergentes rotas comerciais que chegaram ao Sul do território português. Presentes nos momentos cruciais da vida dos povos (construção, armazenagem, refeições, culto), os testemunhos cerâmicos perduram, por oposição a outros menos resistentes (tecidos, madeiras); assim se propicia o facto de a olaria alentejana ser uma arte herdeira de saberes diversos, provando a dinâmica das trocas de saberes através da circulação de mestres e técnicas - os oleiros bizantinos trabalharam na Europa durante a Idade Média, os mestres árabes permaneceram na Península mesmo depois da Reconquista. Nas formas ainda hoje produzidas se encontra a presença dessa memória enquanto elemento permanente assegurada pelas mãos do mestre oleiro, sendo que as contingências dos ritmos civilizacionais também agora, a exemplo de outros contextos epocais, marcam a obra final que une o permanente e o contingente.
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