Uma experiência poética surrealista de África: Artur do Cruzeiro Seixas
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| Data de Publicação: | 2015 |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10451/28625 |
Resumo: | Cruzeiro Seixas é um dos mais importantes artistas do Surrealismo em Portugal, tendo integrado a partir de 1948 as actividades do grupo surrealista dissidente. Na sequência da fragmentação desse segundo agrupamento português, Cruzeiro fixou-se em Angola, a partir de 1952, onde permaneceria até 1964. Ao longo desses anos reuniu uma coleção etnográfica, realizou polémicas exposições de pintura em Luanda, criou um salão de pintura no Museu de Angola e escreveu muitos dos poemas que só recentemente começaram a ser publicados. Nesta comunicação procuraremos perceber em que medida o contacto com África contribuiu para o desenvolvimento do imaginário do poeta-pintor e para a visão surrealista que orientou sempre a sua actividade. Pois, como em 1953 Cesariny declarou: “ÁFRICA É O ÚLTIMO CONTINENTE SURREALISTA, TUDO O QUE ANTECEDE, COMBATE OU ULTRAPASSA A INTERPRETAÇÃO ESTREITAMENTE RACIONALISTA DO HOMEM E DOS SEUS MODOS TEM A VER COM UM SENTIDO SURREALISTA DA VIDA. ÁFRICA GOZA DO PRIVILÉGIO RARO DE NÃO TER PRODUZIDO NEM O CARTESIANISMO NEM NENHUM DOS SISTEMAS DE PENSAMENTO E ACÇÃO BASEADOS EM UNIVERSOS DE CATEGORIAS. ÁFRICA CONHECE UM MITO QUE NÓS IGNORAMOS. JULGAMO-LA ADORMECIDA NO PASSADO E ESTÁ TALVEZ PERFAZENDO O FUTURO”. |
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Uma experiência poética surrealista de África: Artur do Cruzeiro SeixasSeixas, Cruzeiro, 1920-2020SurrealismoÁfricaCruzeiro Seixas é um dos mais importantes artistas do Surrealismo em Portugal, tendo integrado a partir de 1948 as actividades do grupo surrealista dissidente. Na sequência da fragmentação desse segundo agrupamento português, Cruzeiro fixou-se em Angola, a partir de 1952, onde permaneceria até 1964. Ao longo desses anos reuniu uma coleção etnográfica, realizou polémicas exposições de pintura em Luanda, criou um salão de pintura no Museu de Angola e escreveu muitos dos poemas que só recentemente começaram a ser publicados. Nesta comunicação procuraremos perceber em que medida o contacto com África contribuiu para o desenvolvimento do imaginário do poeta-pintor e para a visão surrealista que orientou sempre a sua actividade. Pois, como em 1953 Cesariny declarou: “ÁFRICA É O ÚLTIMO CONTINENTE SURREALISTA, TUDO O QUE ANTECEDE, COMBATE OU ULTRAPASSA A INTERPRETAÇÃO ESTREITAMENTE RACIONALISTA DO HOMEM E DOS SEUS MODOS TEM A VER COM UM SENTIDO SURREALISTA DA VIDA. ÁFRICA GOZA DO PRIVILÉGIO RARO DE NÃO TER PRODUZIDO NEM O CARTESIANISMO NEM NENHUM DOS SISTEMAS DE PENSAMENTO E ACÇÃO BASEADOS EM UNIVERSOS DE CATEGORIAS. ÁFRICA CONHECE UM MITO QUE NÓS IGNORAMOS. JULGAMO-LA ADORMECIDA NO PASSADO E ESTÁ TALVEZ PERFAZENDO O FUTURO”.Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e EuropeiasRepositório da Universidade de LisboaSousa, Rui2017-08-04T15:26:44Z20152015-01-01T00:00:00Zbook partinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10451/28625por978-989-8814-29-6info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2025-03-17T13:42:19Zoai:repositorio.ulisboa.pt:10451/28625Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-29T02:51:30.464154Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse |
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Cruzeiro Seixas é um dos mais importantes artistas do Surrealismo em Portugal, tendo integrado a partir de 1948 as actividades do grupo surrealista dissidente. Na sequência da fragmentação desse segundo agrupamento português, Cruzeiro fixou-se em Angola, a partir de 1952, onde permaneceria até 1964. Ao longo desses anos reuniu uma coleção etnográfica, realizou polémicas exposições de pintura em Luanda, criou um salão de pintura no Museu de Angola e escreveu muitos dos poemas que só recentemente começaram a ser publicados. Nesta comunicação procuraremos perceber em que medida o contacto com África contribuiu para o desenvolvimento do imaginário do poeta-pintor e para a visão surrealista que orientou sempre a sua actividade. Pois, como em 1953 Cesariny declarou: “ÁFRICA É O ÚLTIMO CONTINENTE SURREALISTA, TUDO O QUE ANTECEDE, COMBATE OU ULTRAPASSA A INTERPRETAÇÃO ESTREITAMENTE RACIONALISTA DO HOMEM E DOS SEUS MODOS TEM A VER COM UM SENTIDO SURREALISTA DA VIDA. ÁFRICA GOZA DO PRIVILÉGIO RARO DE NÃO TER PRODUZIDO NEM O CARTESIANISMO NEM NENHUM DOS SISTEMAS DE PENSAMENTO E ACÇÃO BASEADOS EM UNIVERSOS DE CATEGORIAS. ÁFRICA CONHECE UM MITO QUE NÓS IGNORAMOS. JULGAMO-LA ADORMECIDA NO PASSADO E ESTÁ TALVEZ PERFAZENDO O FUTURO”. |
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