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A microbiota oral e o seu potencial no cancro esofágico

Bibliographic Details
Main Author: Alho, Inês
Publication Date: 2021
Format: Master thesis
Language: por
Source: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Download full: http://hdl.handle.net/10400.26/38307
Summary: O cancro esofágico é a oitava patologia oncológica mais frequente e a sexta principal causa de morte por cancro mundialmente (Chen, Yuan, Lu, Zhang, Jin & Ye, 2017). Os tumores esofágicos leves são raros, é a sua forma maligna que aparenta ser mais frequente (Malinowski, Wesierska, Sokolowska & Zalewska, 2019). A microbiota oral parece ter influência nas duas formas de malignidade desta neoplasia, no adenocarcinoma do esófago (ACE) e no carcinoma de células escamosas do esófago (CCEE). Na cavidade oral, inúmeras bactérias formam uma comunidade bacteriana complexa e estável, que pode desempenhar um papel importante nas doenças orais e sistémicas. Considerando que a microbiota oral é constantemente deglutida com a saliva é razoável considerar que esta migração de bactérias orais, pode contribuir para a carcinogénese esofágica (Shinya, Toru, Kenji, Mikari, Rie, Michiko, Yukie et al., 2019). Existem evidências acumuladas de que a disbiose microbiana no trato digestivo superior é um fator de risco potencial na etiologia do cancro esofágico (Peters, Wu, Pei, Yang, Purdue, Freedman, Jacobs et al., 2017). Estudos recentes revelam que, perante esta patologia, a microbiota oral abriga uma diversidade microbiana geral diminuída em paralelo com uma alteração do consórcio microbiano, com um enriquecimento de bactérias como Porphyromonas gingivalis, Fusubacterium nucleatum, Treponema denticola e Tannerella forsythia. Estas bactérias parecem participar na carcinogénese através de diferentes mecanismos, podendo inibir a apoptose, ativar a proliferação celular, promover a invasão celular, induzir inflamação crónica e a produção de carcinogéneo (Qi, Jiao, Chen, Kong, Gu, Liu, Feng et al., 2020). Neste contexto, o objetivo desta revisão da literatura foi avaliar, através de uma revisão bibliográfica dos últimos 15 anos, nas bases de dados PUBMED, B-On, Google Académico, Cochrane, os possíveis mecanismos que associam algumas das bactérias da microbiota oral com os estágios de iniciação, promoção e progressão do cancro do esófago.
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