Recidiva pélvica de adenocarcinoma de reto: abordagem cirúrgica
| Main Author: | |
|---|---|
| Publication Date: | 2008 |
| Other Authors: | , , , , , |
| Format: | Article |
| Language: | por |
| Source: | Revista Brasileira de Coloproctologia (Online) |
| Download full: | http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-98802008000100006 |
Summary: | A recidiva pélvica após ressecção cirúrgica do câncer do reto varia de 3% a 35% em cinco anos. A condição é de difícil manejo, sendo discutível o melhor tratamento. A radioterapia e quimioterapia podem ser utilizadas como métodos paliativos, e os melhores resultados podem ser conseguidos com a cirurgia radical. OBJETIVO: Avaliar os doentes que foram submetidos à cirurgia por recidiva pélvica no Hospital das Clínicas da Unicamp, pelo Grupo de Coloproctologia. CASUÍSTICA E MÉTODO: Entre 1999 e 2007, 26 doentes com recidiva pélvica após cirurgia para ressecção de câncer do reto foram avaliados. Dados clínicos, estadiamento oncológico, cirurgia realizada inicialmente, ressecabilidade cirúrgica da recidiva e seguimento foram analisados. RESULTADOS: A cirurgia inicial mais comum foi a retossigmoidectomia com anastomose colorretal (46,1%). Cinco de 26 doentes apresentavam perfuração tumoral na primeira cirurgia. Linfonodos positivos foram encontrados em 53,8% dos casos, e 69,2% eram T3 ou T4. Com relação à abordagem da recidiva local, a principal cirurgia realizada foi amputação abdominoperineal do reto. A cirurgia foi considerada radical em 42,3% dos 26 doentes. A ressecção do tumor foi possível em 65,4%. O seguimento médio foi de 29,4 meses, com sobrevida global de 34,6%. CONCLUSÃO: Aproximadamente dois terços dos casos com recidiva local puderam ser submetidos à ressecção visando cura, com melhora na sobrevida. Esta abordagem cirúrgica deve ser encorajada em hospitais que possuem grupos multidisciplinares especializados, para a melhora da qualidade de vida de doentes selecionados. |
| id |
CEC-1_91671fc7265f73f4722eaab4573fa78b |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:scielo:S0101-98802008000100006 |
| network_acronym_str |
CEC-1 |
| network_name_str |
Revista Brasileira de Coloproctologia (Online) |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Recidiva pélvica de adenocarcinoma de reto: abordagem cirúrgicaAdenocarcinoma retalrecidiva localcirurgia pélvicaA recidiva pélvica após ressecção cirúrgica do câncer do reto varia de 3% a 35% em cinco anos. A condição é de difícil manejo, sendo discutível o melhor tratamento. A radioterapia e quimioterapia podem ser utilizadas como métodos paliativos, e os melhores resultados podem ser conseguidos com a cirurgia radical. OBJETIVO: Avaliar os doentes que foram submetidos à cirurgia por recidiva pélvica no Hospital das Clínicas da Unicamp, pelo Grupo de Coloproctologia. CASUÍSTICA E MÉTODO: Entre 1999 e 2007, 26 doentes com recidiva pélvica após cirurgia para ressecção de câncer do reto foram avaliados. Dados clínicos, estadiamento oncológico, cirurgia realizada inicialmente, ressecabilidade cirúrgica da recidiva e seguimento foram analisados. RESULTADOS: A cirurgia inicial mais comum foi a retossigmoidectomia com anastomose colorretal (46,1%). Cinco de 26 doentes apresentavam perfuração tumoral na primeira cirurgia. Linfonodos positivos foram encontrados em 53,8% dos casos, e 69,2% eram T3 ou T4. Com relação à abordagem da recidiva local, a principal cirurgia realizada foi amputação abdominoperineal do reto. A cirurgia foi considerada radical em 42,3% dos 26 doentes. A ressecção do tumor foi possível em 65,4%. O seguimento médio foi de 29,4 meses, com sobrevida global de 34,6%. CONCLUSÃO: Aproximadamente dois terços dos casos com recidiva local puderam ser submetidos à ressecção visando cura, com melhora na sobrevida. Esta abordagem cirúrgica deve ser encorajada em hospitais que possuem grupos multidisciplinares especializados, para a melhora da qualidade de vida de doentes selecionados.Cidade Editora Científica Ltda2008-03-01info:eu-repo/semantics/articleinfo:eu-repo/semantics/publishedVersiontext/htmlhttp://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-98802008000100006Revista Brasileira de Coloproctologia v.28 n.1 2008reponame:Revista Brasileira de Coloproctologia (Online)instname:Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBC)instacron:CEC10.1590/S0101-98802008000100006info:eu-repo/semantics/openAccessLeal,Raquel FrancoAyrizono,Maria de Lourdes SetsukoFagundes,João JoséOliveira,Priscilla de Sene PortelÂngelo,Sandro NunesCoy,Cláudio Saddy RodriguesGóes,Juvenal Ricardo Navarropor2008-05-07T00:00:00Zoai:scielo:S0101-98802008000100006Revistahttp://www.scielo.br/scielo.php/script_sci_serial/pid_0101-9880/lng_pt/nrm_isoONGhttps://old.scielo.br/oai/scielo-oai.php||sbcp@sbcp.org.br1980-54460101-9880opendoar:2008-05-07T00:00Revista Brasileira de Coloproctologia (Online) - Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBC)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Recidiva pélvica de adenocarcinoma de reto: abordagem cirúrgica |
| title |
Recidiva pélvica de adenocarcinoma de reto: abordagem cirúrgica |
| spellingShingle |
Recidiva pélvica de adenocarcinoma de reto: abordagem cirúrgica Leal,Raquel Franco Adenocarcinoma retal recidiva local cirurgia pélvica |
| title_short |
Recidiva pélvica de adenocarcinoma de reto: abordagem cirúrgica |
| title_full |
Recidiva pélvica de adenocarcinoma de reto: abordagem cirúrgica |
| title_fullStr |
Recidiva pélvica de adenocarcinoma de reto: abordagem cirúrgica |
| title_full_unstemmed |
Recidiva pélvica de adenocarcinoma de reto: abordagem cirúrgica |
| title_sort |
Recidiva pélvica de adenocarcinoma de reto: abordagem cirúrgica |
| author |
Leal,Raquel Franco |
| author_facet |
Leal,Raquel Franco Ayrizono,Maria de Lourdes Setsuko Fagundes,João José Oliveira,Priscilla de Sene Portel Ângelo,Sandro Nunes Coy,Cláudio Saddy Rodrigues Góes,Juvenal Ricardo Navarro |
| author_role |
author |
| author2 |
Ayrizono,Maria de Lourdes Setsuko Fagundes,João José Oliveira,Priscilla de Sene Portel Ângelo,Sandro Nunes Coy,Cláudio Saddy Rodrigues Góes,Juvenal Ricardo Navarro |
| author2_role |
author author author author author author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Leal,Raquel Franco Ayrizono,Maria de Lourdes Setsuko Fagundes,João José Oliveira,Priscilla de Sene Portel Ângelo,Sandro Nunes Coy,Cláudio Saddy Rodrigues Góes,Juvenal Ricardo Navarro |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Adenocarcinoma retal recidiva local cirurgia pélvica |
| topic |
Adenocarcinoma retal recidiva local cirurgia pélvica |
| description |
A recidiva pélvica após ressecção cirúrgica do câncer do reto varia de 3% a 35% em cinco anos. A condição é de difícil manejo, sendo discutível o melhor tratamento. A radioterapia e quimioterapia podem ser utilizadas como métodos paliativos, e os melhores resultados podem ser conseguidos com a cirurgia radical. OBJETIVO: Avaliar os doentes que foram submetidos à cirurgia por recidiva pélvica no Hospital das Clínicas da Unicamp, pelo Grupo de Coloproctologia. CASUÍSTICA E MÉTODO: Entre 1999 e 2007, 26 doentes com recidiva pélvica após cirurgia para ressecção de câncer do reto foram avaliados. Dados clínicos, estadiamento oncológico, cirurgia realizada inicialmente, ressecabilidade cirúrgica da recidiva e seguimento foram analisados. RESULTADOS: A cirurgia inicial mais comum foi a retossigmoidectomia com anastomose colorretal (46,1%). Cinco de 26 doentes apresentavam perfuração tumoral na primeira cirurgia. Linfonodos positivos foram encontrados em 53,8% dos casos, e 69,2% eram T3 ou T4. Com relação à abordagem da recidiva local, a principal cirurgia realizada foi amputação abdominoperineal do reto. A cirurgia foi considerada radical em 42,3% dos 26 doentes. A ressecção do tumor foi possível em 65,4%. O seguimento médio foi de 29,4 meses, com sobrevida global de 34,6%. CONCLUSÃO: Aproximadamente dois terços dos casos com recidiva local puderam ser submetidos à ressecção visando cura, com melhora na sobrevida. Esta abordagem cirúrgica deve ser encorajada em hospitais que possuem grupos multidisciplinares especializados, para a melhora da qualidade de vida de doentes selecionados. |
| publishDate |
2008 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2008-03-01 |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/article |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| format |
article |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-98802008000100006 |
| url |
http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-98802008000100006 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
10.1590/S0101-98802008000100006 |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
text/html |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Cidade Editora Científica Ltda |
| publisher.none.fl_str_mv |
Cidade Editora Científica Ltda |
| dc.source.none.fl_str_mv |
Revista Brasileira de Coloproctologia v.28 n.1 2008 reponame:Revista Brasileira de Coloproctologia (Online) instname:Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBC) instacron:CEC |
| instname_str |
Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBC) |
| instacron_str |
CEC |
| institution |
CEC |
| reponame_str |
Revista Brasileira de Coloproctologia (Online) |
| collection |
Revista Brasileira de Coloproctologia (Online) |
| repository.name.fl_str_mv |
Revista Brasileira de Coloproctologia (Online) - Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBC) |
| repository.mail.fl_str_mv |
||sbcp@sbcp.org.br |
| _version_ |
1776751152382083072 |