Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Argenti, Laura Espíndola
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Orientador(a): |
Bustamante Filho, Ivan Cunha
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Banca de defesa: |
Filho, Ivan Cunha Bustamante,
Goettert, Marcia Ines,
Oliveira, Ramatis Birnfeld De,
Bortolozzo, Fernando Pandolfo |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
PPGBiotec;Biotecnologia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10737/1627
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Resumo: |
Durante o trânsito epididimário, os espermatozoides são expostos às secreções do epitélio, formando um ambiente natural essencial para a aquisição de motilidade e capacidade fertilizante pelas células espermáticas. O proteoma do fluido epididimário já vem sendo estudado por grupos de pesquisa há alguns anos e proteínas importantes vêm sendo identificadas no fluido da cauda do epidídimo; no entanto, uma investigação mais profunda da proteômica deste fluido nunca foi feita. No primeiro trabalho apresentado nesta dissertação, a técnica de identificação multidimensional de proteínas (MudPIT) foi utilizada para identificação de proteínas no fluido da cauda do epidídimo. Um total de 663 proteínas foi identificado, sendo que as proteínas mais abundantes observadas em uma análise semi-quantitativa foram as seguintes (contagens espectrais): epididymal-specific lipocalin-5 (1465), beta-hexosaminidase subunit beta precursor (1346), phosphatidylethanolamine-binding protein 4 precursor (367), lactotransferrin precursor (226), brain acid soluble protein 1 isoform 2 (134), di-N-acetylchitobiase (115), epididymis-specific alpha-mannosidase (114), epididymal secretory glutathione peroxidase precursor (112), reticulocalbin-1 isoform 2 (103) e alkaline phosphatase, tissue-nonspecific isozyme (101). A identificação de 663 proteínas no fluido da cauda do epidídimo de suínos possibilita uma maior compreensão dos processos de armazenamento à que estas células são submetidas neste ambiente e, a partir disso, possibilita o desenvolvimento técnicas de reprodução tanto para a solução de problemas de infertilidade humana quanto de produção animal. Em um segundo experimento, avaliou-se a atividade de proteínas antioxidantes presentes no plasma seminal durante as quatro estações do ano e sua variação estacional, em correlação com parâmetros de qualidade seminal. As enzimas previamente selecionadas para avaliação foram a superóxido-dismutase (SOD) e a glutationa peroxidase (GPx). Os parâmetros seminais avaliados apresentaram-se constantes durante todo o ano, sendo observada diferença entre estações apenas na concentração espermática e motilidade rápida após 5 dias de refrigeração a 17°C. As defesas antioxidantes do plasma seminal, medidas através das atividades de GPx e SOD se mantiveram constantes durante o ano. A avaliação destas enzimas nas células espermáticas evidenciou um aumento de atividade de SOD no verão e primavera (P < 0,05). As atividades das enzimas GPx e SOD apresentaram apenas duas correlações com motilidade total após 5 dias de preservação a 17°C. A atividade de SOD nos espermatozoides apresentou correlação negativa fraca (R2 = 0,4517; P = 0.0022). No plasma seminal, a GPx também apresentou correlação negativa (R2 = 0,2447; P = 0,0369). Conclui-se que, apesar de variações individuais, não ocorreram variações significativas na qualidade espermática ao longo do ano. |