A perspectiva do trabalho autogestionado para jovens aprendizes de uma empresa de tecnologia da informação diante das possibilidades autogestionárias do software livre e aberto
Ano de defesa: | 2022 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , , , |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Curitiba |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/30636 |
Resumo: | Esta pesquisa, qualitativa, exploratória e explicativa por meio de estudo de caso, tem como tema a inserção de jovens aprendizes no mundo do trabalho. O problema da pesquisa consiste em como tornar a Economia Solidária atrativa como alternativa de inserção no mundo do trabalho para jovens aprendizes. A hipótese formulada é que a perspectiva da autogestão como alternativa de organização de trabalho estava ausente da formação de jovens aprendizes. A questão principal é, em uma empresa de tecnologia da informação heterogestionária, como a autogestão é percebida por jovens aprendizes quando apresentados ao modelo de desenvolvimento de Software Livre e Aberto (FLOSS)? A questão secundária é, pressupondo que o material didático de formação de aprendizes da instituição responsável pela formação teórica dos aprendizes não aborde Economia Solidária nem Software Livre, como adaptá-lo para que forneça a eles a percepção de um modo alternativo de organização de trabalho? O objetivo geral é compreender como jovens aprendizes em uma empresa de tecnologia da informação heterogestionária percebem a autogestão quando apresentados ao modelo de desenvolvimento de Software Livre e aberto. O pressuposto desta pesquisa é que o confronto de jovens aprendizes com os conceitos de Software Livre e Economia Solidária, conectados ao de autogestão, pela apresentação de casos concretos de empreendimentos que apliquem esses modelos pode alterar a perspectiva desses jovens sobre alternativas de inserção no mundo do trabalho. O tratamento de dados foi realizado por meio de análise de conteúdo com triangulação entre as respostas às sondagens, o material didático e documentos obtidos por solicitações às instituições envolvidas no programa de aprendizagem profissional. As justificativas para a produção desta tese são o preenchimento de lacuna na pesquisa sobre Economia Solidária e a contribuição para a implementação de um desenvolvimento sustentável, que compreende erradicação da pobreza e redução das desigualdades. O recorte do estudo de caso consistiu de 11 aprendizes da unidade regional do Serpro de Curitiba. De forma geral, Software Livre e Economia Solidária foram referidos pelos aprendizes como ideias positivas, mas que não faziam parte de seus planos e de sua realidade. O sentido de trabalho para os aprendizes ainda é o emprego. A partir da análise da experiência da empresa com Software Livre, dos objetivos de seu programa de responsabilidade social e das obrigações legais, elaboramos uma proposta de alteração na formação prática dos aprendizes, que contribua para tornar mais atrativa a autogestão pela experiência de desenvolvimento com software livre e aberto. Em adição, identificamos oportunidades de melhoria no material didático, para que contemple também os conceitos de autogestão, cooperativa e Economia Solidária, além de expandir o conteúdo sobre Software Livre. Verificamos uma precariedade no programa de aprendizagem do Serpro, que não direciona a formação prática para atividades relativas ao próprio negócio da empresa, formando aprendizes que ela própria não contrataria como empregados efetivos e também pela realização do programa meramente para cumprir uma obrigação legal. |