Interculturalidade: experiências e desafios da/na universidade
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Pato Branco |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/25618 |
Resumo: | Essa dissertação está inserida no campo de investigação da Educação Superior (ES) com foco na interculturalidade no contexto da internacionalização da ES. A internacionalização é um tema que passou a ocupar a agenda de pesquisa nos últimos 20 anos, tanto de pesquisadores/as, organismos internacionais e governos como da gestão de instituições de ES. Já a categoria interculturalidade relacionada a internacionalização ainda é pouco explorada. Diante disso, o objetivo aqui proposto é analisar as categorias de pensar e operar interculturalidade, a partir da sociogênese constitutiva do projeto da UNILA (Universidade Federal de Integração Latino Americana) e de experiências de servidores/as desta Universidade, bem como compreender a internacionalização da ES no contexto da modernidade/colonialidade ocidental. A escolha da UNILA se justifica por ser uma instituição localizada na tríplice fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai) e por ter como missão ser uma universidade internacional, em que a diversidade de etnias e culturas está presente. A perspectiva decolonial trouxe bases epistêmicas necessárias a construção da dissertação a partir de autores como Aníbal Quijano, Boaventura de Sousa Santos, Catherine Walsh, Enrique Dussel e Walter Mignolo. A decolonialidade bem como, a interculturalidade para estes autores/as tem oferecido possibilidades de ampliar processos de resistências ao modelo hegemônico e apresentam potencial de mudança, tanto nos modos como vivemos, como na possibilidade de fazer e pensar a universidade, possibilitando desenvolver sensibilidades de mundo principalmente àqueles/as invisibilizados, que tiveram saberes, culturas e liberdades encobertos pelo padrão moderno/colonial. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, a partir da pesquisa exploratória e análise documental. A pesquisa ocorreu por meio da busca de documentos no sítio eletrônico da UNILA e entrevistas semi-estruturadas com servidores/as. Os principais resultados demonstram que a interculturalidade é parte da missão da Universidade, construída a partir de um projeto distinto, da grande maioria das universidades brasileiras; a inclusão é parte de seu projeto constitutivo e procura desenvolver ações e iniciativas voltadas à interculturalidade potencializando saberes não hegemônicos. O cotidiano impõe tensionamentos entre projetos e ações, no entanto, é possível afirmar que a universidade é um lugar privilegiado para aprofundar vivências de inclusão e respeito as democracias. |