O gritante silêncio em uma nota de rodapé: gênero nas dissertações e teses sobre PROEJA no Estado do Paraná

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Freitas, Lucas Bueno de
Orientador(a): Lima Filho, Domingos Leite
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Curitiba
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Tecnologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/1076
Resumo: O presente trabalho objetiva analisar o não dito sobre as questões relativas à gênero nas teses e dissertações produzidas pelo Grupo Interinstitucional Demandas e Potencialidades do PROEJA no Paraná. A metodologia utilizada para o desenvolvimento do estudo foi pesquisa analítica, do tipo bibliográfica, tendo dissertações e teses como objetos de análise. Em um primeiro momento apresentamos um apanhado teórico sobre questões de gênero, educação e trabalho, bases para a pesquisa. Posteriormente realizamos um breve estado da arte sobre EJA e, mais especificamente, PROEJA, entre os anos de 2006 e 2012 no Banco de Teses da Capes. A partir do resultado buscamos dentre esses trabalhos, dissertações e teses que abordem especificamente a temática de gênero. Em seguida realizamos este mesmo processo em âmbito estadual, mais especificamente em trabalhos produzidos no Grupo Interinstitucional Demandas e Potencialidades do PROEJA no Paraná, grupo criado a partir de edital para financiamento vinculado ao MEC/SETEC, foco escolhido para empreender nossa discussão. Após a leitura das 12 dissertações e uma tese selecionamos quatro temáticas comuns às pesquisas para discutirmos junto às teorias de gênero: (a) o ingresso de estudantes no PROEJA, (b) evasão, (c) corpo docente e (d) linguagem utilizada pela pesquisadora e por seus/suas entrevistados/as. Como resultado, apontamos uma grande demanda por pesquisas sobre gênero e EJA, pois na maioria das pesquisas as questões relacionadas à mulher é silenciada e/ou naturalizada, estereótipos construídos sócio-histórico-culturalmente pululam nas dissertações e teses, mas não há discussão ou valorização.