Entre tramas de teorias feministas em tecnologia e sociedade para enunciados de refiguração materializada na IHC brasileira
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , , , |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Curitiba |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/27904 |
Resumo: | Ao olhar para a história da computação de longe se vê a predominância masculina, branca e heteronormativa. Essa predominância fez (e ainda faz) parte da representação imaginária dos sujeitos dominantes na sociedade. Ao se aproximar da computação, a imagem é diferente: vê-se que as mulheres contribuíram para sua idealização, embora essa história não é a mais conhecida. Ao mencionar sobre narrativas de mulheres cabe a reflexão sobre que mulheres são essas? São diversas e suas participações permeiam múltiplas opressões em relação a raça e etnia, classe social, gênero e deficiência. No entanto, estas narrativas excedem o campo da computação, fazem parte da sociedade, da cultura e principalmente da história. O olhar da tese é para a área de computação, mas ela não está isolada da sociedade e é fundamental reconhecer o que a rodeia como parte desse caminho. A tese está no campo de estudos em Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS). Há, no campo, diversos entendimentos, seja pela abordagem cultural, ambiental, econômica, na qual a apropriação foi a partir da teoria feminista. Em feminismos, entende-se que há também diferentes apropriações, a abordagem entrelaçada é compreender os conceitos: saberes situados, objetividade corporificada e refiguração materializada de Donna Haraway, gendrada de Judy Wajcman e pedagogia engajada de bell hooks. O objetivo geral é analisar enunciados da IHC brasileira na interação com conceitos de teóricas feministas em CTS. Entende-se enunciados como um conjunto de materialidades discursivas: documentos, publicações em eventos e falas (orais ou escritas). Para isso, foram identificadas as concepções sobre educação em computação nas publicações do Workshop sobre Educação em Interação Humano-Computador (WEIHC) (2010-2016). Foram analisadas quais as propostas e ações sobre feminismos no evento Women in Information Technology (WIT) (2016-2021). Foram reconhecidas as propostas de educação crítica em terceira onda de IHC identificando os padrões da educação em IHC brasileira. Por fim, foi composto um painel teórico e crítico a partir das propostas humanistas de terceira onda de IHC e com a abordagem feminista em CTS. Também foram realizadas duas oficinas com estudantes da área de computação para pensar uma educação crítica na IHC brasileira. Os resultados da pesquisa demonstram estruturas dominantes e relações de poder na computação, na IHC brasileira e na sociedade que não incorporam críticas sociais e culturais na formação de profissionais da área de computação preocupados e preocupadas com a tecnologia e as questões da sociedade. |