Controle de bactérias presentes em fluido de corte utilizando biocidas naturais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Sá, Pâmela Nunes lattes
Orientador(a): Prates, Kátia Valéria Marques Cardoso lattes
Banca de defesa: Prates, Kátia Valéria Marques Cardoso, Silva Junior, Carlos Elias da, Ueno, Cláudio Takeo, Gonçalves, Janaína Fracaro de Souza
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Apucarana
Londrina
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/2269
Resumo: Fluidos de corte são utilizados para auxiliar no processo de usinagem, tendo por finalidade a refrigeração. Além disso, promove a lubrificação, a diminuição do atrito em relação à peça usinada e a ferramenta de corte, aumentando assim a eficiência do trabalho das fábricas. No sistema de usinagem, pode ocorrer o crescimento de microrganismos, uma vez que estes utilizam o fluido de corte como fonte de alimento, reduzindo assim a vida útil dos fluidos, proporcionando perdas econômicas e causando danos à saúde do operador da máquina. Para minimizar a presença de microrganismos, são utilizados produtos químicos denominados biocidas, que em altas concentrações pode causar danos à saúde. Dentro desse panorama, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a eficiência dos óleos essenciais de Ocimum gratissimum (alfavacão), Cymbopogon winterianus (citronela) Syzygium aromaticum (cravo) e Carapa guianensis (andiroba) como agentes de controle do crescimento de bactérias em substituição ao biocida no sistema de usinagem. Inicialmente, foram realizadas coletas de fluido de corte em uma indústria automobilística para quantificar, isolar e caracterizar as bactérias (heterotróficas e potencialmente patogênicas) presentes no fluido de corte. Na sequência, as bactérias isoladas foram testadas quanto a susceptibilidade às diferentes concentrações dos óleos essenciais. O estudo procurou definir a concentração mínima inibitória (CMI) e antibiograma para avaliar a resistência a antibióticos das bactérias isoladas. Realizou-se, então, o teste de tempo de contato dos óleos essenciais e de encapsulamento do óleo essencial de citronela por meio da técnica de gelificação iônica, que consistiu em simular a situação do reservatório (i) com óleo encapsulado, (ii) com óleo misturado diretamente ao fluido de corte (iii) com fluido de corte contaminado, com o objetivo de avaliar a melhor forma de aplicação dos óleos no sistema de usinagem. Dentre os resultados, obteve-se 1,63x107 e 2,2x107 UFC/mL de bactérias heterotróficas e 3,5x105 e 2x106 UFC/mL de bactérias potencialmente patogênicas, na primeira e segunda coleta de fluidos, respectivamente. Foram isolados seis grupos de bactérias correspondentes às seguintes espécies: Staphylococcus aureus, Enterobacter cloacae, Escherichia coli, Enterococcus faecalis, Proteus mirabilis e Acinetobacter spp. A bactéria que apresentou maior resistência aos antibióticos testados foi a Acinetobacter spp As que apresentaram maior sensibilidade foram a Enterobacter cloacae (A2), Escherichia coli (A3) e Proteus mirabilis (A6). O óleo de Syzygium aromaticum teve o maior halo formado na menor concentração testada (0,25%) - 11,07 mm, seguido por Ocimum gratissimum, com halo de 11,0 mm, e Cymbopogon winterianus ,10,7 mm. No teste de tempo de contato, o menor tempo de redução de crescimento ocorreu em 1 minuto para Ocimum gratissimum; 5 minutos para Syzygium aromaticum e 10 minutos para Cymbopogon nardus. O teste de encapsulamento foi realizado com o óleo de Cymbopogon nardus, obtendo-se redução significativa nas duas formas de aplicação do óleo essencial.