Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Schiavuzzo, Ana Carolina Dezuó Correr |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-04102023-164028/
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Resumo: |
Pela sua notoriedade e importância no cenário nacional, o setor de produção de açúcar e energia no Brasil têm se atualizado sobre as condições de manejo e fitossanidade. Apesar do retorno satisfatório para a cadeia produtiva, muitos desafios precisam ser superados para melhorar os índices de produtividade, incluindo questões ambientais, presença de pragas e doenças e, principalmente, ocorrência de plantas daninhas. As plantas daninhas podem interferir direta e indiretamente na cultura, comprometendo o processo de produção da cana-de-açúcar. Estudos apontam para reduções significativas de produtividade pela convivência da cultura com a planta daninha. A grama-seda (Cynodon dactylon) se destaca no cenário produtivo de açúcar e energia pela sua complexidade biológica e agressividade em relação à cultura, com grande dificuldade de erradicação após o seu estabelecimento. Poucos herbicidas estão registrados hoje para o manejo de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar, e com o avanço dos casos de resistência, as ferramentas de manejo precisam se reinventar. Diante disso, os objetivos deste trabalho foram: A) avaliar a suscetibilidade de biótipos de grama-seda (Cynodon dactylon) após aplicação do herbicida glifosato; B) analisar a anatomia foliar da grama-seda em diferentes fases do desenvolvimento vegetativo; C) avaliar o manejo integrado da espécie, em condições de campo, com a associação de controle mecânico e químico, e, verificar se no final do ciclo da cultura há aumento de produtividade de cana-de-açúcar com o controle da espécie; D) avaliar absorção e translocação do herbicida glifosato em diferentes teores de agua no solo e E) avaliação do estresse oxidativo das plantas após aplicação de glifosato. Um experimento de campo foi instalado para identificar integração de herbicidas com o manejo por grade intermediária no controle de um biótipo de grama-seda. Uma análise por microscopia eletrônica foi realizada em diferentes biótipos para identificar possíveis alterações morfoanatomicas em três biótipos de grama-seda que justifiquem sua resposta ao herbicida glifosato. Um experimento foi realizado no laboratório de ecotoxicologia (CENA-USP) utilizando 14C-Glifosato em dois biótipos diferentes e dois teores de agua no solo: 70% e 40% da capacidade de campo. A peroxidação lipídica e produção de peroxido de hidrogênio foram avaliados no laboratório de bioquímica de plantas. A utilização dos tratamentos com os herbicidas indaziflam + glifosato, imazapyr, imazapyr + glifosato e a associação com o uso da grade intermediária se mostrou promissora no controle da grama-seda. Uma vez que o comportamento dos herbicidas no controle da grama-seda foi semelhante, é necessária a repetição do experimento em condições edafoclimáticas diferentes, com outros tipos de solo e manejo, a fim de identificar possíveis limitações na eficácia dos produtos. A adição de adjuvante a calda de pulverização aumenta a quantidade de herbicida absorvido e translocado pelas plantas, o que auxilia no controle da espécie em condição de estresse ambiental. |