Prevalência das mutações de resistência a drogas (DRM) antirretrovirais em pacientes soropositivos para o HIV do ambulatório de Imunodeficiências Secundárias do HCFMUSP na cidade de São Paulo, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Oliveira, Ericka Constantinov
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-03102019-105129/
Resumo: Apesar dos avanços nas últimas décadas no tratamento do paciente soropositivo para o HIV e da recomendação de 2015 da Organização Mundial de Saúde (OMS), ainda permanece o obstáculo das Mutações de Resistência a Drogas (DRMs) do vírus, induzida por suas altas taxas de mutação, que pode prejudicar o sucesso da terapia e comprometer a prevenção da doença, limitando as opções de tratamento disponíveis. Vários estudos em diferentes partes do mundo têm demonstrado aumento ou taxas estáveis de resistência aos antirretrovirais (ARVs), por isso, é necessário o monitoramento dessas DRMs, que terão suas particularidades de acordo com o perfil de cada região. Com esse propósito, este estudo avaliou as DRMs e sua suscetibilidade às principais classes de ARVs nos pacientes soropositivos para o HIV do Hospital das Clinicas da cidade de São Paulo. Para os pacientes nunca expostos ao tratamento ARV, a prevalência de DRMs transmitidas das 249 genotipagens analisadas foi de 21 (8,4%) e a prevalência de DRMs adquiridas foi de 75 (68,8%) dos 109 casos expostos ao ARV. Além disso, na comparação dessa prevalência entre as duas décadas de abrangência deste estudo (2002-2017), houve aumento de qualquer mutação CPR (Calibração de Resistência Populacional), transmitida, da primeira para a segunda década, principalmente da classe NNRTI (Inibidores Não Nucleosídios da Transcriptase Reversa). Também é importante destacar que as mutações transmitidas responsáveis por esse aumento foram a K103N (3,5%), a P225H (0,6%) e K103S e Y181C, ambos com 0,3%. Já para o grupo dos pacientes em uso das medicações ARVs, houve uma pequena diminuição, não significativa, de qualquer mutação da primeira para a segunda década, porém, somente da classe IP (Inibidores da Protease), isoladamente, que foi significativo essa diminuição