Estudo da associação entre o gene KRAS e células tronco tumorais com características clínico-patológicas e sobrevida no câncer de cólon metastático

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Ribeiro, Karen Bento
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-25052018-135754/
Resumo: INTRODUÇÃO: Os múltiplos passos da carcinogênese do câncer de cólon envolvem a existência de subpopulações de células tronco tumorais (CSC), responsáveis pela transformação, crescimento e proliferação das células tumorais. As proteínas CD44 e CD166 são marcadores de CSC associados a sinalização celular, adesão, migração, metástase e resposta linfocitária. Alguns fatores podem modular a expressão CSC como a mutação KRAS. OBJETIVO: correlacionar a expressão dos marcadores CD44 e CD166 em carcinoma de cólon metastático e status do oncogene KRAS (selvagem/mutado) com as características clínico-patológicas e desfecho do paciente ao final do seguimento. MATERIAL E MÉTODOS: Foram coletadas 58 amostras de tecido tumoral de pacientes com neoplasia de cólon metastático, tratados com CapeOx no Serviço de Oncologia Clínica do HCFMRPUSP de 2003 a 2012. Foram coletadas informações do prontuário sobre status do gene KRAS, características clínico-patológicas e desfecho clínico, sendo também realizada imunohistoquímica para marcação CD44 e CD166 através da técnica de TMA. Utilizado software SPSS 17 para análise estatística e considerado valor de p<0,050 para significância dos dados. RESULTADOS: A expressão de CD44 e CD166 foi positiva em 41,4% e 43%, respectivamente, e o status KRAS mutado em 48,3%. No subgrupo kAs selvagem e nos idosos (>65 anos), houve associação entre CD44 e CD166, p=0,042 e p=0,001, respectivamente. Pacientes CD166 negativo tiveram 3 vezes mais chances de progressão de doença (p=0,02) do que CD166 positivo. Pacientes Kras mutado e CD166 negativo tiveram 8 vezes risco de progressão (p<0,01). Pacientes CD44 positivo tiveram 4 e 5 vezes mais chances de evoluir com metástases hepática e pulmonar (p<0,01) em relação aos CD44 negativo. Pacientes com a combinação KRAS mutado e CD44 positivo tiveram 7 vezes mais chance de evoluir com metástase pulmonar (p=0,02) em relação a pacientes KRAS selvagem e CD44 negativo. DISCUSSÃO: Na amostra estudada observamos a influência das expressões dos marcadores de CSC e suas combinações com o status de mutação do gene KRAS, de modo que pacientes com CD166 negativo no tumor primário apresentam um desfecho de maior recorrência e o CD44 positivo favorece a evolução para metástases pulmonar e hepática. A mutação do gene KRAS atua modulando a via do EGF influenciando o comportamento biologico do tumor e os desfechos (recidiva e metastases) diretamente relacionados com a expressão dos marcadores de CSC no cancer de colon metastatico. CONCLUSÃO: Este estudo demonstrou interação entre a expressão imuno-histoquímica dos marcadores CSC de cólon (CD166 e CD44) e o status KRAS, podendo carcterizar subgrupos de pacientes com maiores chances de evolução desfavorável e assim propor um modelo de tratamento e seguimento mais individualizado.