Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Coêlho Junior, Pedro Jaime de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-11062012-154959/
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Resumo: |
Este trabalho propõe uma abordagem socio-antropológica para pensar as trajetórias profissionais de executivos negros em São Paulo. Ele está estruturado a partir da seguinte problematização: a) Que mudanças aconteceram na construção das trajetórias profissionais de executivos negros em São Paulo entre o final dos anos 1970 e o início do século XXI? b) De que forma essas mudanças se relacionam com as transformações que se produziram no contexto societal, sobretudo no que se refere à questão racial, na sociedade brasileira e, portanto também em São Paulo, no mesmo período? c) Essas transformações favorecem ou inibem o processo de construção de si mesmos como sujeitos entre os executivos negros? O trabalho de campo foi realizado em São Paulo entre 2006 e 2008. A sua abordagem metodológica foi qualitativa e consistiu de uma dupla estratégia de investigação: reconstrução de narrativas biográficas e etnografia. Os resultados evidenciam que: a) Comparando-se o final dos anos 1970 e o início do século XXI é possível perceber uma grande mudança na construção das trajetórias profissionais de executivos negros em São Paulo, que remete à passagem de estratégias individuais à ação coletiva; b) Essa mudança reflete uma importante transformação no contexto societal, que diz respeito à maior politização dos debates sobre a questão racial travados no espaço público brasileiro (e também em São Paulo) desde o final do século XX. Fenômeno este que é fruto de alterações na estratégia política do movimento negro brasileiro, que desde o final do século XX vinha absorvendo as novas pautas presentes nas redes transnacionais de advocacy anti-racista. Isso levou o mundo corporativo brasileiro a traduzir a nova agenda social e política nos termos de uma linguagem empresarial, recorrendo a uma tecnologia gerencial (a gestão da diversidade) que circula nos fluxos globais que caracterizam a cultura transnacional de negócios; c) A maior politização dos debates sobre a questão racial travados no espaço público brasileiro (e também em São Paulo) desde o final do século XX e a tradução da nova agenda social e política pelo mundo corporativo nos termos de uma linguagem empresarial representam um contexto societal mais favorável para que os executivos negros possam realizar o trabalho, sempre incompleto, de produção de si mesmos como sujeitos, construindo ou reconstruindo identidades negras mais positivamente afirmadas. |