Estudo in vitro dos efeitos do laser diodo na hipersensibilidade dentinaria e avaliação da temperatura intra pulpar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Rodriguez, Christian Giancarlo Bernal
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/23/23155/tde-30012023-160523/
Resumo: O laser diodo de alta potência é uma alternativa inovadora para o tratamento da hipersensibilidade dentinária (HD) obliterando os túbulos dentinários, porém apresenta uma desvantagem que é o aumento da temperatura sobre a superfície irradiada. Neste estudo in vitro avaliamos a variação da temperatura na câmera pulpar e ápice radicular, bem como as alterações morfológicas na superfície dentinária irradiada. Para isso foram utilizados 120 terceiros molares humanos hígidos, os quais foram desgastados até expor o tecido dentinário no nível cervical, em seguida foram colocados dois sensores que mediram a variação de temperatura (termopares), sendo um deles dentro da câmara pulpar e o outro na região apical. As amostras previamente preparadas foram divididas aleatoriamente em dez grupos para os testes de avaliação da variação da temperatura na câmara pulpar e no terço apical bem como a avaliação de alterações morfológicas através da microscopia eletrônica de varredura (MEV), cujas amostras sofreram prévio tratamento para abertura dos túbulos dentinários, e irradiadas com quatro diferentes comprimentos de onda (808, 940, 976 e 980 nanômetros(nm)) de cinco diferentes marcas comerciais para o processo de irradiação. As amostras de cada grupo foram irradiados na região cervical de cada terceiro molar com e sem fotoiniciador e, os dados obtidos, foram analisados estatisticamente. Os resultados do teste de avaliação da variação da temperatura mostraram que existe diferença estatística entre os grupos que usaram fotoiniciador e os que não usaram, obtendo um maior aumento da temperatura nos grupos que não usaram fotoiniciador. Os grupos cujas amostras foram irradiadas com comprimento de onda dos 1064nm são os que obtiveram menor aumento de temperatura na câmara pulpar e na região apical com e sem fotoiniciador. As amostras do grupo irradiado com o diodo 808nm sem fotoiniciador criou trincas ao redor dos túbulos dentinários, e as, dos outros grupos irradiados com os lasers de 940nm, 976nm e 980nm, que não usaram fotoiniciador criaram uma camada mais regular pela fusão dos componentes dentinários com a formação do melting obliterando os túbulos dentinários. Pelos resultados obtidos pode-se concluir que, os lasers com comprimento de onda 940nm, 976nm, e 980 nm sem fotoiniciador, irradiando as amostras com 1 Watt de potência no modo contínuo, em duas fases de irradiação de 30 segundos com um intervalo de 30 segundos, promoveram a obliteração dos túbulos dentinários, com parâmetros seguros sem causar danos térmicos. Os lasers de comprimentos de onda 808nm, 940nm, 976nm e 980nm, associados ao uso de fotoiniciador promoveram uma variação da temperatura ainda menor que nos grupos cujas amostras não usaram fotoiniciador, porém sem a formação de uma superfície regular de fusão Portanto, podemos concluir que os parâmetros dos lasers de diodo com exceção do grupo 1 utilizados neste estudo in vitro são potencialmente seguros para obliterar os túbulos dentinários.