Revisão de escopo e tecnologias educativas: estratégias para compreensão e enfrentamento da violência no trabalho em saúde

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Lima, Thays Lacerda Cavalcanti de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/108/108131/tde-09122024-092208/
Resumo: A violência é considerada um fenômeno difuso, complexo e multicausal. No contexto do trabalho, é reconhecida como um problema de saúde pública e de alto risco ocupacional aos profissionais de saúde em vários países. A relevância social da discussão desse fenômeno está relacionada à sua trajetória crescente e às graves repercussões para trabalhadores, pacientes, organizações e sistemas de saúde. Trata-se de um problema generalizado, invisibilizado e subnotificado, que vem sendo ignorado por muitos países. Essa pesquisa teve por objetivo realizar uma revisão de escopo, a fim de identificar os conceitos, instrumentos de mensuração e a prevalência da violência no trabalho em saúde; e elaborar tecnologias educacionais, visando instrumentalizar os profissionais de saúde sobre o tema. A revisão foi realizada em 2023, nas bases da Biblioteca Virtual de Saúde, Medline/PubMed, Cumulative Index to Nursing and Allied Health e na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. Foram selecionados e analisados 348 estudos. A análise indicou que a maioria dos estudos foi publicada em inglês, em 2019 e 2020. Os profissionais mais expostos à violência foram os enfermeiros e médicos, os principais agressores foram os pacientes e seus familiares e os cenários mais suscetíveis à ocorrência da violência foram os hospitais gerais e psiquiátricos. As violências mais comuns foram a física e a psicológica (incluindo a verbal), seguidas da moral e sexual. As violências racial, social e patrimonial foram pouco exploradas. A violência foi majoritariamente mensurada por meio de instrumentos elaborados pelos próprios autores, pelo Negative Acts Questionnaire-Revised e Survey Questionnaire Workplace Violence in the Health Sector. Diferentes conceitos para o fenômeno foram encontrados. Os mais utilizados foram os mais abrangentes, ainda que não exclusivos da área da saúde. A partir dos resultados da revisão, três tecnologias educativas sobre o tema foram elaboradas: cartilha digital, placar de indicador de segurança e um infográfico.