Interações entre humanos e outros animais em parques: uma investigação etológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Valença, Tatiane
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-25062019-154700/
Resumo: As interações entre humanos e animais silvestres são frequentes em parques e outras áreas verdes ao redor do mundo, causando impactos positivos e negativos para ambos. Compreender a natureza psicológica dessas interações é fundamental para lidar com os conflitos que surgem. Essa dissertação está dividida em dois estudos que tratam dessa questão. O primeiro é um ensaio em que defendemos que a abordagem psicoetológica possui ferramentas teóricas e metodológicas que podem ajudar a lidar com esses conflitos. Concluímos que a observação naturalística das interações com a diversidade animal é importante para se compreender os mecanismos regulatórios e a dinâmica das interações, e assim propor intervenções que sejam específicas aos contextos em que elas se inserem. O segundo é um estudo naturalístico em que são investigadas interações de visitantes com diferentes animais em um parque. Partindo da hipótese de que há um viés filogenético em nossa interação com outros animais, testamos se, no parque estudado, os visitantes exibem comportamentos potencialmente afiliativos dirigidos àquelas categorias animais filogeneticamente mais próximas aos humanos. Um viés filogenético foi identificado, mas características físicas e comportamentais de humanos e nãohumanos dentro do ambiente do parque podem afetar a dinâmica de interação, e devem ser tratadas em futuras investigações. Concluímos levantamos possibilidades de intervenção na dinâmica interacional do parque que promovam relações mais saudáveis com os animais silvestres