Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Oliveira, Rafael da Silva |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-12022014-130153/
|
Resumo: |
Desde o final dos anos 1980, o Suriname presencia um fluxo migratório, sem precedentes, de brasileiros em direção ao seu território. A corrida do ouro é o principal fator que vem atraindo levas de garimpeiros e redirecionando, também, toda a rede que o garimpo agrega. A mineração é uma atividade de grande importância econômica para o Suriname, já que sua economia é altamente dependente da extração aurífera, sendo majoritariamente desenvolvida de modo informal e, sobretudo, por brasileiros que vivem nesse país em situação irregular. Assim, nesta tese analisamos as mobilidades dos garimpeiros, no e para o Suriname, atreladas à mineração do ouro em pequena escala, levando em conta que tais dinâmicas estão imersas em variados contextos multiterritoriais, além de envolverem distintos agentes com interesses convergentes e/ou divergentes. A metodologia utilizada inclui pesquisa de campo nas principais cidades que fazem parte desses itinerários tanto no Brasil quanto nos demais países do Platô das Guianas , assim como nas áreas de garimpo situadas na floresta amazônica surinamesa, além de levantamento de bibliografia secundária, consulta de documentos oficiais em arquivos, bibliotecas e órgãos do governo e demais fontes de arquivamento. Juntamente com a contribuição da pesquisa empírica original sobre as implicações transnacionais da mineração do ouro na Bacia Amazônica, a presente tese propõe a exploração teórica das territorialidades emergentes e suas consequências em meio à multiterritorialidade, além dos respectivos processos territoriais implicados nela, a partir da interpretação dessas complexas mobilidades transgressoras. Desse modo, demonstramos que os garimpeiros estão inseridos em assimétricas relações de poder e variados quadros morais que envolvem, dentre outros, populações tradicionais, agentes do capital privado atrelados à mineração em média/grande escala e o Estado. A coexistência e a sobreposição dessas múltiplas lógicas territoriais influenciam decisivamente nas negociações, tensões e conflitos, redefinindo regras, interações e significados, tanto nos territórios da garimpagem quanto nos demais setores da mineração do ouro. |