Permane (sendo) na Cidade: valores, atores e ações de Permacultura no Município de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Mazzetti, Bárbara Machado
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100135/tde-23112018-201848/
Resumo: Fruto da junção dos ideais e da contração das palavras \"agricultura\" e \"permanência\", a Permacultura é uma filosofia que consiste em um conjunto de princípios de design para a \"criação permacultural do espaço\", baseando-se no manejo altamente eficiente e, ao mesmo tempo, ético e ambientalmente sustentável da terra, em assentamentos humanos. A Permacultura é baseada na união de técnicas ancestrais com as novas tecnologias, que promovem a autossuficiência de comunidades, por meio do plantio agroecológico, bioconstrução, captação e tratamento da água da chuva, produção e uso de energias sustentáveis, entre outras ações que compõem a gama de princípios e técnicas práticas da Permacultura. No Brasil, o movimento teve início oficial em 1992, a partir da realização do primeiro curso de formação de Permacultura por Bill Mollison e Scott Pittman, em Porto Alegre, na ECO 92, na mesma década em que também se consolidou no mundo. Frente a uma notável importância social e cultural que a Permacultura vem conquistando ao longo dos últimos anos, para além de sua esfera ambiental e política, no Brasil e no mundo, a pesquisa objetivou verificar como ocorre e é praticada a Permacultura, enquanto cultura alternativa e, no caso, urbana - pelas organizações e grupos presentes e atuantes no Município de São Paulo. A metodologia consistiu em: breve revisão bibliográfica sobre os Estudos Culturais, sobre o processo histórico de expansão urbana do Município e da revisão conceitual sobre o próprio objeto de estudo: a Permacultura; na compilação do Estado da Arte da Permacultura no Brasil, clareando como e em quais linhas as pesquisas nacionais na área estão caminhando; no levantamento de dados e formulação de um quadro das organizações e grupos de Permacultura atuantes no Município, o qual foi a base para o mapa online interativo que foi elaborado e para a realização de entrevistas semi estruturadas abertas e registro em diário de campo com 6 das 38 organizações identificadas, as quais foram registradas em audiovisual, possibilitando também a produção de um mini documentário sobre a Permacultura no Município de São Paulo. Assim, a ocorrência de um fenômeno sociocultural de contracultura foi confirmada, baseando-se em valores compartilhados e traços de identidade cultural que, ao se convergirem, se conectam e se materializam por meio de ações no espaço urbano, fortalecendo vínculos entre atores e a formação de uma rede que promove a expansão do movimento de Permacultura em São Paulo