Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Cintra, Juliana de Andrade |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17143/tde-06012017-140841/
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Resumo: |
O carcinoma basocelular (CBC) é uma neoplasia cutânea maligna de baixo potencial metastatizante, originada das células da camada basal da epiderme. Sua importância clínico-epidemiológica pode ser constatada pelo fato de constituir a neoplasia maligna mais comum na espécie humana, cujo principal fator etiológico é a exposição à radiação ultravioleta. Apesar da baixa incidência de metástases, a neoplasia pode adotar um comportamento localmente agressivo, com comprometimento de estruturas profundas e de forte apelo estético, como ocorre na região periocular. Uma das complicações advindas de sua infiltração neste sítio anatômico consiste na invasão de tecidos orbitários cujo tratamento é a exenteração, conduta mutiladora que consiste na retirada do globo ocular e das partes moles da órbita acometida. O objetivo deste estudo foi avaliar os casos de CBC com invasão orbitária que foram submetidos à exenteração no Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto, no período de 1992 a 2012, para a possível identificação de fatores clínicos e morfológicos que possam predizer uma evolução desfavorável da neoplasia. Foi realizada uma coleta de dados clínicos, epidemiológicos e histopatológicos dos casos submetidos à exenteração a partir dos prontuários médicos dos pacientes. As lâminas referentes aos exames anátomo-patológicos foram revistas e foi realizado estudo imuno-histoquimico para os marcadores p53, bcl-2, actina de músculo liso e metaloproteinase-1. O grupo controle foi composto por pacientes com diagnóstico da neoplasia em topografia periocular, sem sinais de invasão orbitária. Para os casos com invasão orbitária o número de casos positivos marcados para p53 (0,21) e para actina de músculo liso (0,21) foi significantemente menor que o número de casos positivos para bcl-2 (0,63) e MMP-1 (0,58) (p= 0,0331). Entretanto, o número de casos positivos para bcl-2 (0,63) foi significantemente maior que o número de casos marcados por MMP-1 (0,58) (p=0,0126). Para os tumores sem invasão orbitária, o número de casos positivos para p53 (0,31) e actina (0,31) foi significantemente menor que o número de casos positivos para bcl-2 (0,63) eMMP-1 (0,50) (p=0,0273). Os resultados indicam que a invasão orbitaria por carcinoma basocelular palpebral ocorre com maior frequência no sexo masculino, em pacientes com longa história clínica de múltiplas lesões e submetidos a múltiplos procedimentos. Além disso, os marcadores estudados aparentemente não podem predizer um comportamento mais agressivo do tumor. |