Tecnologia na agricultura: considerações sobre a produtividade do trigo brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1974
Autor(a) principal: Duarte, Adriano Romariz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12138/tde-04112024-150632/
Resumo: Não é desconhecido de ninguém o fato de que, dentre todos os produtos agrícolas brasileiros, a produção de trigo tem se revelado algo mais problemática. É objetivo deste trabalho levantar e analisar tais problemas e tentar determinar porque a produção tem sido considerada custosa e de baixo rendimento. Sabe-se que o trigo é um produto exigente em tecnologia moderna.Nesse sentido, este trabalho preocupa-se, não só com as fontes de variação da produtividade mas, principalmente, com as condições envolvidas no processo de criação e adoção dessas fontes. Especificamente, procura-se avaliar o comportamento da pesquisa biológica de trigo no Brasil e as consequências desse comportamento sobre a produção por área. O capítulo I procura delinear o enfoque teórico usado, e determinar o instrumental necessário para as discussões dos capítulos subsequentes. O argumento analítico proposto para explicar a variação tecnológica desenvolve-se em torno do papel da dotação dos fatores de produção e dos seus preços relativos. O capítulo II apresenta uma análise da produção de trigo em diversos países. De um modo geral, procura-se isolar as fontes principais de aumento da produtividade e verificar as condições que determinam a oferta e a demanda dessas tecnologias. Procura-se ainda, avaliar as condições e efeitos da substituição, complementação e transferência de fatores modernos. Este capitulo foi concebido com um duplo propósito. Por um lado, para mostrar que o argumento teórico proposto no capitulo I é consistente para explicar diferenças de produtividade. Por outro lado, para estabelecer um referencial empírico, a fim de que se pudesse fazer comparações entre diferentes métodos de produção. O capítulo III se concentra na montagem de um modelo para explicar o processo produtivo do trigo brasileiro. Fazem parte da formação desse modelo, a atuação do governo e da pesquisa e os problemas ecológicos e econômicos da produção. Este capitulo, sustenta duas ideias básicas. A primeira de que a inovação biológica brasileira foi um elemento decisivo na expansão da cultura na medida em que possibilitou estabilização da produtividade, gerando com isso, um decréscimo no risco privado do investimento em trigo. A segunda, diz respeito ao baixo nível em que se estabilizou a produtividade, relativamente aos níveis obtidos nos países analisados no capitulo II. Assim como nesses países, a inovação genética brasileira foi induzida a poupar fatores relativamente mais caros. Entretanto, contrariamente ao que se verifica no capitulo II, os fatores substituídos pela tecnologia biológica brasileira são exatamente aqueles que lhes seriam complementares convencionais. Em consequência, perdeu-se grande parte da potencialidade do efeito interativo sobre a produtividade. O capitulo IV procura evidências empíricas para algumas hipóteses do capitulo III. É analisado o comportamento da produtividade sob os efeitos positivos da pesquisa genética (variedades gradativamente resistentes as doenças) e os negativos, derivados do problema ecológico.