Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Martins, Beatriz Anastacia Dállia |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8148/tde-22062020-205158/
|
Resumo: |
A pesquisa destaca o léxico do futebol e a necessidade de estudá-lo a fim de compreender essa linguagem de especialidade e como é empregada nos livros didáticos de língua italiana, especialmente em exercícios. A base teórica debruçou-se, sobretudo, nas ciências do Léxico: Lexicologia, Lexicografia, Terminologia, Terminografia, Fraseologia Especializada, e nos estudos de Ensino de Línguas Estrangeiras, conforme os autores Balboni (1994;1998), Bevilacqua (1998;2005), Barbosa (2001), Biderman (2001), Barros (2004), Krieger e Finatto (2004), Cabré (2004), Antunes (2009;2012), Zucchi (2010), Tagnin (2013) e Voerkel (2016). Para a contextualização da pesquisa e aportes teóricos relativos ao futebol, nos apoiamos em Mattos (2002), Queiroz (2005), Lovisaro e Neves (2005), Sappino (2000), Galli (2011) e Couto (2011). Objetivamos, primeiramente, demonstrar a presença da linguagem do futebol no ensino da língua italiana, tendo como metodologia o levantamento e análise de termos e expressões da linguagem do futebol em dezoito livros didáticos publicados num período de vinte anos (1998-2018) e usados em cursos de língua italiana na cidade do Rio de Janeiro. Em segundo lugar, com os dados coletados, buscamos elaborar um glossário. A proposta do glossário italiano da terminologia do futebol para fins didáticos contou com 451 registros de termos e fraseologismos que foram organizados em ordem alfabética, tendo sido os termos classificados em substantivos (masculino ou feminino; singular ou plural), substantivo invariável, verbos (transitivo, intransitivo e reflexivo), adjetivos e advérbios. As entradas também trazem a convencionalidade dos termos, a especificação de sua etimologia (inglesa, latina e francesa), bem como exemplos de uso extraídos dos livros didáticos. A linguagem do futebol foi apresentada em maior número nas seções Tempo Libero e Sport, num total de 35 unidades didáticas selecionadas, e, segundo o Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas, identificou-se nos níveis A1 (elementar), B1 (intermediário) e B2 (intermediário) o maior número de ocorrências, ou seja, vinte e oito; e os níveis A2 (elementar), C1 (avançado) e C2 (avançado) tiveram as menores incidências, isto é, dez ocorrências. Para colocar em prática os termos e os fraseologismos do glossário, foram criadas atividades didáticas para os níveis A1-A2, B1-B2 e C1-C2 e aplicadas a um grupo de 18 alunos, que responderam previamente a um questionário sobre uso de dicionários. Esse questionário demonstrou que os alunos, antes de terem contato com a língua italiana, estudaram inglês e francês. Quanto à consulta aos dicionários impressos, a escolha dos estudantes foi pelos dicionários Michaelis, Martins Fontes e Parola Chiave. No que diz respeito a fontes on-line, predominou o uso do Google tradutor, que não é dicionário. Poucos alunos receberam alguma informação sobre o manuseio de dicionários, uma vez que muitos afirmaram terem aprendido como autodidatas. Declararam ainda que o glossário os auxiliou nas dúvidas durante a execução das atividades, o que reforça a necessidade da nossa pesquisa, que é aquela de ensinar uma língua de especialidade e auxiliar professores e estudantes de língua italiana. |