Elementos do sistema reprodutivo de etnovariedades de batata-doce, provenientes do Vale do Ribeira, SP, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Silva, Lucielio Manoel da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11137/tde-13052008-111105/
Resumo: O presente trabalho teve por objetivos avaliar o sistema reprodutivo de etnovariedades de batata-doce, mais especificamente, determinar quais genótipos são autocompatíveis e quais são compatíveis ou incompatíveis entre si. O sistema reprodutivo foi avaliado em 13 etnovariedades de batata-doce, através da frutificação e da observação in situ dos tubos polínicos no pistilo através da técnica de epifluorescência com azul de anilina, em flores submetidas a polinização controlada. Teste de viabilidade dos grãos de pólen foi realizado usando os corantes carmim acético e cloreto de tetrazólio em quatro horários diferentes de coleta (6:00; 8:00; 10:00 e 12:00 h). Visando avaliar alguma associação entre a incompatibilidade e a morfologia floral, foram tomadas medidas de todas as peças florais. A frutificação ocorreu apenas nas flores submetidas à polinização cruzada. Do total de 78 cruzamentos realizado, entre as 13 etnovariedades, 46,15% desses é que ocorreu a frutificação. Tubos polínicos nos pistilos foram verificados nas flores autopolinizadas (em 38,46% das etnovariedades) e nas flores submetidas à polinização cruzada (em 85,90% dos cruzamentos). Esses resultados revelam que a batata-doce possui sistema de reprodução sexual mista. A maioria das etnovariedades apresentou taxa de grãos de pólen viáveis acima de 80% quando corados com carmim, mas quando corados com tetrazólio essa taxa foi abaixo de 70%. Entretanto, a variação na viabilidade do pólen nos quatros horários de coleta foi quase inalterada, em ambos corantes. Todas as variáveis florais mensuradas mostraram-se diferenças significativas no nível de 5% de probabilidade, o que revela polimorfismo floral. Quatro padrões bem definido em relação à posição do estigma e da antera mais alta foi estabelecido; estigma bem acima antera, estigma um pouco acima da antera, estigma no mesmo nível da antera e estigma mais abaixo da antera. Mas, neuma associação foi verificada entre a morfologia floral e a incompatibilidade, os cruzamentos ocorreram entre todos os morfotipos.