Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Marchiori, Camila |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-20012021-152836/
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Resumo: |
Tomás tinha 16 anos quando chegou ao Centro de Atenção Psicossocial infantojuvenil (CAPSij) pela primeira vez. Era uma segunda feira-feira cheia de trabalho no serviço quando nos conhecemos. Um adolescente negro, magro, alto, vestindo camiseta, bermuda e chinelo, que me olhou fixamente com seus olhos marejados. Na sala que escolhi para o acolhimento, puxei uma cadeira e sentei-me ao seu lado. Nenhuma palavra foi dita de início, mas aqueles olhos, que não me esqueço, olhavam para o canto da sala com insistência. A partir da história de Tomás, um adolescente que, após uma crise psicótica, desejou ir à escola, eu articulo a narrativa de experiências a dados e teorias referentes à vida, à saúde mental, às políticas públicas e aos movimentos de redes no território interiorano. Esta é uma pesquisa participante, que teve como interlocutores os integrantes do coletivo de rede de uma cidade localizada no interior paulista. Seus objetivos fundamentais dizem respeito ao desejo em contar as experiências das redes no território e apresentar, por meio de narrativas, compreensões sobre seu processo de construção e articulação. O processo para produção de dados sobre o tema das redes se deu com a aproximação e inserção da pesquisadora em coletivos já existentes no município, tornando possível construir com os atores sociais e interlocutores desta pesquisa uma história sobre nossos modos de fazer redes e, assim, tecer algumas compreensões sobre os desafios, as dificuldades e as necessidades da rede, sobretudo, no que diz respeito aos dilemas frente à experiência da loucura na adolescência e ao encontro necessário entre os campos da saúde mental e educação |