Impactos setoriais das crises das décadas de 1990 e 2000 sobre o comércio de Brasil e Argentina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Nogueira, Fábio Alves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96131/tde-28042008-134833/
Resumo: Ao longo das décadas de 1990 e 2000, Brasil e Argentina passaram por mudanças estruturais em suas economias para poderem contornar as dificuldades impostas pelos novos cenários econômicos internacional e doméstico. Nesse contexto, já não havia a possibilidade de controlar os fluxos de capitais como em décadas anteriores para equilibrar déficits comerciais. A integração econômica passou a ser vista como uma forma de expandir o comércio dos parceiros, o nível de emprego e de crescimento econômico. Os ganhos após as negociações do bloco foram consideráveis, marcados por interrupções decorrentes de crises externas e internas a Brasil e Argentina. Durante as crises os setores ineficientes manifestaram-se para protegerem seus mercados e adiar a queda das barreiras comerciais e tornaram mais nítidas as limitações da estrutura regulatória do comércio. Entre 1994 e 2005, alguns setores inicialmente inexpressivos ganharam participação maior em relação ao total comercializado, demonstrando a importância da criação de novos mercados para o crescimento de segmentos anteriormente sem demanda, como foi o caso do setor de equipamentos eletrônicos para o Brasil. Pela observação dos setores envolvidos na relação comercial, pode-se observar a capacidade de geração de emprego, captação de divisas, expansão da demanda por produtos intensivos em tecnologia. Tanto para o Brasil quanto para a Argentina o setor de veículos automotores, reconhecidamente de alto valor agregado e intensivo em tecnologia, apresentou crescimento de vendas notável, utilizando-se das novas possibilidades oferecidas pela integração.