Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Guardia, Isabela |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-16072020-115909/
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Resumo: |
Árvores nas cidades lidam com situações adversas específicas: ilhas de calor, conflito com mobiliário urbano, falta de espaço e manejo incorreto. No solo urbano, fatores como impermeabilização, compactação do solo, nutrição deficiente e injúrias mecânicas podem afetar negativamente o estabelecimento das raízes, ocasionando perda de integridade e resistência. Esses fatores facilitam a queda de árvores por falha no sistema de ancoragem das raízes, podendo provocar graves danos humanos e patrimoniais. A obtenção de diagnóstico de resistência e de ancoragem das árvores pode prevenir acidentes causados por queda de árvores nas cidades. O emprego de métodos não destrutivos na investigação da integridade de tronco e raízes de árvores urbanas é de extrema importância. São objetivos deste estudo: elucidar a correlação entre velocidades de propagação de onda mecânica (m.s-1), obtidas com Arbotom e Arboradix, com densidade da madeira de amostras e árvores, gerando um modelo de correlação; verificar se diferentes tipos de pavimento no entorno das raízes geram interferência sobre as velocidades de onda com Arboradix e; aplicar os dados obtidos na interpretação dos gráficos de velocidade, visando embasar a avaliação das árvores e suas raízes de ancoragem nas cidades. Velocidades de tomografias com Arbotom foram comparadas com densidade da madeira por espécie na forma de regressão. Foram realizadas tomografias por Arboradix com amostras de madeira em laboratório, em cinco situações de pavimento, e tomografias com Arbotom e Arboradix nas árvores que forneceram as amostras, para comparação. Os resultados mostraram correlação positiva e significativa (R2=0,86) entre velocidades por Arbotom e densidade de onze espécies de árvores. Tomografias com Arboradix indicaram diferença estatística entre os pavimentos grama e cimento, também observada nas tomografias em campo e nos estudos de caso. Entre a densidade básica das amostras e suas tomografias por Arboradix, apenas a condição testemunha gerou uma correlação positiva (R2=0,21), porém não significativa. Os resultados sugerem interferência do tipo de pavimento sobre as velocidades de onda obtidas na tomografia com Arboradix. Dados de tomografia com Arbotom, nos planos radial e tangencial da madeira, se relacionaram melhor com a densidade da madeira do que dados com Arboradix no plano longitudinal da madeira. Tomografias de árvores urbanas confirmaram alguns resultados obtidos em laboratório com Arboradix e no processamento dos dados. Assim, sugerimos que a interpretação de tomografias com Arboradix considerem também o pavimento no entorno das raízes para resultados mais precisos. Estudos aprofundados, com maior n amostral, mais espécies e pavimentos diferentes devem ser conduzidos para uma melhor confirmação e compreensão dos resultados encontrados. |