Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Corrêa, Ana Patrícia Thedin |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2134/tde-19112020-000936/
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Resumo: |
Esta é uma tese sobre um tema recorrente na literatura jurídico-política em grande parte do mundo ocidental, senão, sob aspectos diversos, em todo ele: as relações entre o direito/dever de governar e o controle de quem governa. Pretende-se que ela tenha como uma especificidade a observação dos caminhos da tradição ibérica no controle especular dos governantes, investigando os possíveis efeitos do cerco montado pela Igreja católica ao realismo maquiavélico, ao humanismo cristão e aos reformadores protestantes que desmontaram a escolástica no norte europeu. No longo tempo em que as tradições se constroem, o direito recepcionado no Brasil teria vindo já pleno de conteúdos típicos desta resistência e que foram reforçados pela linha indelével que liga o pensamento brasileiro ao de Coimbra da Reforma católica, ao krausismo persistente e aos padrões romano-germano-canônicos de sentir o bom governante e o justo direito. Uma questão fundamental que se coloca é sobre a possibilidade de que o controle da moralidade do Administrador público no Brasil se funde na permanência silenciosa do modelo especular - dos Espelhos de Príncipe - e se manifeste ainda em insuspeitos espelhos que curiosamente surgiriam e ressurgiriam de uma persistente pretensão/esperança, muito antiga, de que o rei, seguindo um modelo idealizado que guia seus atos e sua consciência, seja justo e piedoso e leve seu povo até o gozo da felicidade eterna do bem comum. |