Estimulação elétrica nervosa transcutânea do membro superior para reabilitação funcional da mão em pacientes com artrite reumatoide

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Rodriguez, Antônio dos Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-26022015-113149/
Resumo: A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crônica associada a alta morbidade, perda da produtividade e redução da expectativa de vida. Os pacientes requerem uma atendimento multidisciplinar para o controle da doença, reduzindo a inflamação e prevenindo a atrofia e deformação articulares. A estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) tem se demonstrado no controle da dor articular, mas ainda há controvérsias sobre sua eficácia na reabilitação funcional da mão nesses pacientes. Este é um estudo cego, placebo-controlado, cruzado para comparar parâmetros funcionas da mobilidade da mão em pacientes com artrite reumatóide antes, durante e ao final de um período de 12 semanas de aplicação de TENS-burst em pontos sensitivos do membro superior. Na aplicação terapêutica utilizou-se intensidade de corrente de 10mA para estimulação das articulações metacarpofalangeanas e 20mA para os pontos sensorias do braço. Após uma pausa de um mês no tratamento, os pacientes que inicialmente receberam a estimulação terapêutica passaram a receber a estimulação placebo e vice-versa. Os resultados mostraram que a eletroestimulação terapêutica produziu mudanças positivas graduais e lineares na reabilitação funcional da mão analisado-se parâmetros de força e precisão de preensão das mãos, levando os pacientes à uma independência na execução de atividade de vida diária. O tratamento placebo mostrou-se ineficiente para a recuperação dos parâmetros avaliados. As habilidades conquistadas pelos pacientes que receberam inicialmente a eletroestimulação terapêutica foram perdidas durante o período de repouso, sugerindo que a manutenção da função da mão depende da continuidade do tratamento ao longo do tempo