Políticas Públicas e Modelamento Da Microgeração Fotovoltaica Distribuída no Cenario Brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Almeida Neto, José Cesar de Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/106/106134/tde-13042023-165219/
Resumo: Este trabalho tem como foco o estudo do impacto que a instalação de sistemas fotovoltaicos de microgeração distribuída causa nas redes de distribuição, quando são adotados os requisitos da atual política brasileira de compensação de energia. Para isso são levantados os principais impactos causados pela geração distribuída e as respectivas medidas mitigatórias, sendo destacados a sobretensão e o sobrecarregamento como foco de análise pelo trabalho. A fim de verificar a capacidade de produção de sistemas fotovoltaicos conectados à rede, são levantadas as características do modelo de política pública brasileira, definido pela da Lei Federal 14.300, que apresenta o sistema de compensação de energia para consumidores de baixa tensão. O trabalho então aborda a simulação de fluxo de potência em cinco redes de baixa tensão de cinco concessionárias brasileiras de energia, por meio de simulação em ambiente OpenDSS. Com base nos resultados obtidos e com o levantamento de políticas públicas internacionais é avaliada a necessidade de complementação da política pública brasileira. O trabalho conclui que a instalação da geração distribuída tende a antecipar a necessidade de investimentos na rede elétrica em algumas regiões do país, dependendo principalmente da relação entre os perfis de consumo e geração. Porém, os investimentos na rede para atendimento da instalação de geradores distribuídos em redes de baixa tensão não levam em consideração medidas para redução de injeção de potência que podem ser implementadas pelas unidades consumidoras, sendo necessário sinalizar aos consumidores o custo de investimento na rede de distribuição e, portanto, informar um limite de injeção de potência. São então propostas complementações aos textos que regulam a política pública brasileira e um método de cálculo que permite informar a potência máxima que pode ser injetada por cada unidade consumidora, sem ultrapassar os limites de carregamento e tensão final de linha da rede de distribuição.