Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Afonso, Carla Cristina Resende |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74132/tde-26092024-143349/
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Resumo: |
A indústria de laticinios vem aderindo ao sistema orgânico devido ao aumento da demanda mundial por produtos com menor impacto ambiental. Tanto no sistema de produção de leite convencional quanto no orgânico, se não houver desinfecção com sanitizantes adequados, os utensílios, superfícies e equipamentos estarão sujeitos à contaminação por bactérias, como por exemplo a Escherichia coli, que tem a capacidade de formar biofilmes, causando perdas econômicas para indústria e riscos à saúde pública. Dessa forma, o presente trabalho visou verificar o perfil da suscetibilidade a sanitizantes em Escherichia coli isoladas de leite cru refrigerado oriundo de sistemas de produção convencionais e orgânicos, bem como avaliar a capacidade de formação de biofilmes por indução de Escherichia coli isoladas em diversos tipos de queijos oriundos de sistemas de produção convencional e orgânicos em diferentes tempos e temperaturas (4°C e 7°C). Foram utilizados 25 isolados de E. coli de leite convencional, obtidos do biobanco do laboratório e 28 isolados de amostras de leite cru refrigerado provenientes de propriedades leiteiras orgânicas localizadas no interior do Estado de São Paulo. Tais isolados foram avaliados quanto à suscetibilidade aos sanitizantes hipoclorito de sódio e ácido peracético pelo método da concentração inibitória mínima. Quanto à capacidade de formação de biofilmes, foram utilizados 81 isolados de E. coli oriundos de amostras de diversos tipos de queijos comerciais produzidos em sistemas convencionais (45) e orgânicos (36), através da contagem de células sésseis e confirmação por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados indicaram que as E. coli isoladas de leite de sistema convencional demonstraram maior suscetibilidade ao hipoclorito de sódio, com concentrações inibitórias mínimas (CIM) e concentrações bactericidas mínimas (CBM) menores em comparação aos isolados de leite de sistema orgânico (p<0,001). Por outro lado, isolados de leite de sistema orgânico mostraram maior suscetibilidade ao ácido peracético, com CIM e CBM inferiores em relação aos isolados leite de sistema convencional. Para os isolados de ambos os tipos de queijos,foi constatada contagem de células sésseis que sugere a formação de biofilme. À medida que o tempo e a temperatura de incubação aumentaram, as contagens de células sésseis também aumentaram. Após 240 horas de incubação, E. coli isoladas de queijos provenientes de sistemas convencionais de produção apresentaram contagens mais elevadas e uma maior porcentagem de adesão celular, o que indica a possível formação de uma matriz extracelular. Conclui-se que E. coli tem certa resistência a agentes sanitizantes comumente empregados na produção de leite e que tem potencial de formar biofilmes, exigindo atenção no que envolve a execução adequada. |