Progresso genético para produtividade do feijoeiro no programa de melhoramento do Instituto Agronômico (IAC) entre 1989 e 2007

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Chiorato, Alisson Fernando
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11137/tde-09022009-153256/
Resumo: No programa de melhoramento genético de feijoeiro do Instituto Agronômico (IAC) foram disponibilizadas até a presente data 38 cultivares de feijoeiro, contribuindo para o aumento da produtividade média no Brasil e, principalmente, no estado de São Paulo. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o progresso genético obtido para produtividade do feijoeiro com a pesquisa desenvolvida pelo IAC no período de 1989 a 2007. Foram avaliados 211 experimentos e 134 linhagens avançadas, distribuídas em 10 ciclos de seleção e conduzidas em três épocas de semeadura do feijoeiro. O progresso genético foi estimado para os períodos de pesquisa de 1989 a 1996 e de 1997 a 2007 em função das características dos experimentos de avaliação. No segundo período, estimou-se também o ganho por épocas de semeadura e tipos de tegumento. Nas análises, utilizou-se um modelo misto cujos efeitos foram obtidos por meio de quadrados mínimos ponderados, obtendo-se médias ajustadas em relação à produtividade média dos genótipos. Em seguida, a partir das médias ajustadas, realizou-se a análise de regressão linear para obtenção do progresso genético estimado por ciclo de seleção. No período entre 1989 a 1996, obteve-se um ganho relativo significativo de 1,91% por ciclo de seleção. Para o período de 1997 a 2007, o ganho obtido foi negativo (-0,51%), mas não significativo estatisticamente, ou seja, pode ser considerado como uma estabilização no ganho em produtividade. Embora a estimativa do ganho, no segundo período, tenha sido estável este valor foi cerca de 1000 kg/ha superior em relação à média obtida no primeiro período. Considera-se como a principal causa na estabilização do ganho em produtividade a mudança nos objetivos do programa de melhoramento que buscou obter linhagens com melhor qualidade tecnológica (maior tamanho de grãos e menor tempo de cozimento). Os resultados observados por épocas de semeadura revelaram que na época das águas ocorreu a maior produtividade média, enquanto que na época de inverno, o melhor índice de progresso genético. A separação por tipo de tegumento resultou na ocorrência de ganhos negativos como já esperado, mas não significativos estatisticamente, com valores de -0,64% por ciclo de seleção para o tegumento tipo preto e -0,12% por ciclo de seleção para o tegumento tipo carioca. Considerando-se o progresso genético obtido para os dois períodos de pesquisa, no valor de 0,25% por ciclo de seleção, e a área cultivada de 192 mil hectares no Estado de São Paulo, na safra de 2006/2007, tem-se que este ganho representa um aumento de produtividade em torno de 14.000 sacas de 60 kg. Esse resultado revela que as estratégias de melhoramento de feijoeiro praticadas pelo programa do IAC foram eficientes no desenvolvimento de genótipos superiores.