Desenvolvimento de laticíferos: ultraestrutura, citoquímica e expressão gênica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Montes, Maria Camila Medina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-23112022-172205/
Resumo: Laticíferos são estruturas secretoras internas, que produzem e armazenam látex, uma secreção complexa composta por uma ampla variedade de compostos sintetizados tanto no metabolismo primário quanto no secundário. O estudo do seu desenvolvimento deve passar necessariamente pela observação da parede celular e do látex, pois a definição de laticífero é baseada em sua estrutura e na natureza de sua secreção. Trabalhos recentes ainda se referem a laticíferos anastomosados como crescendo de forma intrusiva, e os mecanismos envolvidos na anastomose descritos até o momento, em alguns casos, se sobrepõem aos mecanismos envolvidos no seu tipo de crescimento. Por outro lado, os estudos de expressão gênica são focados principalmente no látex e componentes relacionados à produção de borracha, entretanto, são poucos os estudos focados no desenvolvimento de laticíferos com uma abordagem espaço-temporal. Neste trabalho, realizamos um estudo imunocitoquímico comparativo para avaliar o tipo de crescimento em laticíferos articulados, com um representante para não anastomosados, anastomosados não ramificados e anastomosados ramificados baseado no padrão de organização dos microtúbulos. Observamos que os laticíferos dos três diferentes tipos apresentaram microtúbulos com padrão de organização típico de células que crescem difusamente. Também analisamos a estrutura, ultraestrutura e transcriptoma de laticíferos anastomosados não ramificados de Ipomoea nil, que não foram relatados como crescendo intrusivamente. Adicionalmente analisamos a composição química da fração clorofórmica do látex dos caules e pecíolos. Notamos que laticíferos não ramificados anastomosados de I. nil diferenciam-se rapidamente como é característico de laticíferos como um todo, mas a anastomose ocorre tardiamente. Isso permitiu dividir o estudo do transcriptoma em duas fases: 1) antes e durante a anastomose e 2) após a anastomose. Esse processo recruta uma diversidade de enzimas que digerem componentes da parede e enzimas proteolíticas que participam do processo de autofagia, responsáveis pela transformação do protoplasto. A parede do laticífero possui uma camada de suberina que, juntamente com a parede celular, é anastomosada. Os componentes do látex são produzidos em diferentes momentos de desenvolvimento, mas em um intervalo de tempo estreito, uma vez que o desenvolvimento dos laticíferos ocorre rapidamente.