Estudo de camadas poliméricas para proteção de dutos para petróleo.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Polak, Peter Lubomir
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3140/tde-12112024-152757/
Resumo: Neste trabalho é apresentado o estudo do comportamento dos revestimentos de resina epóxi como cobertura anticorrosiva para estruturas metálicas. De modo a modificar e melhorar as características químicas e físicas desse tipo de polímero foram estudadas novas formulações de revestimento, tendo como base a incorporação de silício e flúor na estrutura polimérica da resina epóxi. Como matriz polimérica foi utilizada uma resina epóxi à base de bisfenol A e endurecedores à base de poliamina aromática. A incorporação de silício foi efetuada através da formulação da resina epóxi e seus endurecedores e da adição de um organosilano em forma líquida. A fluoração da resina epóxi foi feita através de processos por plasma. A incorporação de silício na matriz polimérica trouxe melhorias nas características mecânicas do revestimento de resina epóxi, obtendo um aumento de até 30% na dureza do revestimento, porém, a grande melhoria na performance anticorrosiva desse revestimento se deu com a incorporação de flúor, pois com a criação de uma fina camada de polímero altamente fluorado na superfície do revestimento, houve o aumento de sua hidrofobicidade, fornecendo um aumento no ângulo de contato de aproximadamente 45% para água e de 84% para petróleo cru, e ainda foi o único revestimento testado que possibilitou a medida do ângulo de contato com óleo diesel. Isto demonstra que a fluoração por plasma com controle dos parâmetros de processo possibilita a fabricação de revestimentos com baixa tensão superficial, tanto para água quanto para hidrocarbonetos. ) E através da análise voltamétrica e ensaio em névoa salina foi possível verificar que a fluoração do revestimento fez com que um possível contato de um ambiente agressivo com o substrato seja dificultado, tornando-o muito atrativo para a utilização na indústria química como revestimento anticorrosivo em estruturas metálicas, como por exemplo, a sua utilização no interior de tubulações de petróleo.