Produção de leite e atividade ovariana pós-parto de ovelhas Santa Inês alimentadas com casca de soja em substituição ao feno de &#39:coastcross&#39: (Cynodon sp.)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Araujo, Rafael Canonenco de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
NDF
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11139/tde-21092007-100820/
Resumo: Foram realizados quatro trabalhos visando avaliar a substituição da fibra em detergente neutro (FDN) do feno de &#39:coastcross&#39: (Cynodon sp.) pela FDN da casca de soja (CS) sobre a digestibilidade dos nutrientes em cordeiros e sobre a produção e composição de leite, comportamento ingestivo e atividade ovariana pós-parto de ovelhas Santa Inês. Todas as rações experimentais foram isonitrogenadas, contendo teores semelhantes de FDN e balanceadas de acordo com o NRC (1985). O tratamento controle foi uma ração composta de 70% de feno na matéria seca (MS) da ração (CS0), sendo a FDN proveniente do feno substituída em 33% (CS33), 67% (CS67) e 100% (CS100) pela FDN proveniente da CS. No experimento de digestibilidade, 24 cordeiros Santa Inês (42,5 &#177; 3,6 kg PV e 6 meses de idade) foram arranjados em delineamento blocos completos casualizados definidos pelo peso vivo (PV). No experimento de produção, composição de leite, comportamento ingestivo e retorno da atividade ovariana pós-parto, 56 ovelhas (56 &#177; 0,5 kg PV) foram individualmente alojadas em baias cobertas e distribuídas em delineamento blocos completos casualizados definidos pelo número, tipo e data do parto, além do sexo das crias. As ovelhas foram ordenhadas manualmente, uma vez por semana, da segunda até a oitava semana de lactação (data do desmame). A produção diária foi estimada pelo cálculo do total de gramas obtido durante o intervalo de 3h. As observações de comportamento foram feitas a cada cinco minutos durante 24h. A colheita de sangue foi feita pela veia jugular, duas vezes por semana, da segunda até a décima segunda semana pós-parto. O retorno da atividade ovariana pós-parto foi definido quando a concentração sérica de P4 foi &#8805; 1 ng/mL. As digestibilidades da matéria orgânica (P < 0,05), da FDN (P < 0,05) e da fibra em detergente ácido (P < 0,01) apresentaram efeito quadrático com a inclusão de CS, enquanto a digestibilidade da proteína bruta (PB) apresentou decréscimo linear (P < 0,0001). Efeito quadrático (P < 0,01) foi observado na produção de leite em 3h (142,4; 179,8; 212,6; 202,9 g) e no consumo de MS (2,27; 2,69; 3,25; 3,00 kg/dia). Os teores de gordura (7,59; 7,86; 7,59; 7,74%), de proteína (4,53; 4,43; 4,40; 4,55%) e sólidos totais (18,24; 18,54; 18,39; 18,64%) foram similares (P > 0,10). Houve efeito linear decrescente (P < 0,001) com a inclusão de CS no tempo de ingestão (min/dia, min/g MS e min/g FDN) e no tempo de ruminação e de mastigação (min/g MS e min/g FDN). Não houve diferença (P > 0,10) no número de dias necessários ao retorno da atividade ovariana. Em média, 34,5 dias foram necessários para a primeira ovulação. A CS é um interessante substituto à forragem na ração de ovinos Santa Inês e pode ser usada em altos teores na MS da ração. A utilização de intervalo entre partos menor do que oito meses é viável para ovelhas Santa Inês.