Caracterização do desconforto respiratório em recém-nascidos a termo e pré-termo em unidade de terapia intensiva neonatal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Manhabusque, Katia Valéria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6136/tde-08112024-180041/
Resumo: Introdução: A doença respiratória no período neonatal representa a principal causa de internação do recém-nascido em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). Está envolvida em diversos diagnósticos neste período independente da idade gestacional, acometendo tanto prematuros quanto recém-nascidos a termo. Representa importante questão de saúde pública, pois figura entre as causas de mortalidade infantil. Objetivo: Descrever o desconforto respiratório em recém-nascidos a termo e pré-termo, admitidos em UTIN, identificando fatores de risco materno e fetais para morbidade respiratória, bem como as afecções mais frequentes em cada grupo. Metodologia: Foram coletados dados de prontuários de 585 recém-nascidos (RN) admitidos em UTIN no período de 2 anos , sendo que 557 RN preencheram os critérios de inclusão no estudo. As variáveis incluíram dados gestacionais, aspectos relacionados ao parto e evolução clínica. Foram utilizadas tabelas de frequência para descrever a distribuição dos recém-nascidos a termo e pré-termo segundo variáveis independentes, com associação averiguada pelo teste do qui-quadrado. Para descrição das variáveis quantitativas, utilizaram-se valores de mediana e percentis 25 e 75; A digitação dos dados foi feita no programa Excel e a análise no Stata 11.0, estabelecendo corno nível de significância 5%. Resultados: 89,8% dos nascimentos foram partos operatórios. Baseado em critérios do Ministério da Saúde as gestantes foram adequadamente assistidas no pré-natal e estavam em idade reprodutiva considerada de baixo risco. A afecção gestacional não infecciosa mais frequente foi a doença hipertensiva especifica da gestação (DHEG) e a infecciosa foi a infecção do trato urinário. Os recém-nascidos a termo representaram 38,2% das admissões. As afecções mais frequentes destes foram a taquipnéia transitória, seguida da pneumonia congênita e sepse clínica. Os prematuros representaram 61,8% das admissões, o principal diagnóstico foi a síndrome do desconforto respiratório, seguida da sepse clínica e pneumonia. Conclusões: observaram-se altas taxas de cesarianas, concordantes com a tendência de aumento verificadas em muitos países, porém em proporções muito mais elevadas. Tais taxas associaram-se com a morbidade respiratória, especialmente nas cesarianas eletivas (sem indicação obstétrica) e nos recém-nascidos a termo. A maioria dos recém-nascidos submeteu-se a oxigenioterapia, tanto durante a assistência a sala de parto, quanto durante a internação. Excluindo as doenças próprias do aparelho respiratório, a sepse clínica de provável origem materna foi a principal causa de desconforto respiratório nos dois grupos estudados.