Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2024 |
| Autor(a) principal: |
Cirino, Ferla Maria Simas Bastos |
| Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Tese
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| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: |
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| Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7143/tde-03062025-160558/
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Resumo: |
Introdução: O presente estudo toma por objeto a hesitação à vacina COVID-19. Fenômeno este em evidência mais recente, mas que tem sua ocorrência e interesse de estudo concomitantemente à instituição da vacinação como ação ampliada para populações, ainda que não nominado desta forma. A hesitação vacinal é um estado motivacional de conflito ou oposição à vacinação, incluindo intenções e vontade. Há estudos sobre os determinantes da hesitação à vacina COVID-19, mas não foram encontradas análises que tomam a perspectiva geracional na explicação do fenômeno. Objetivo: Analisar a hesitação à vacina COVID-19, sob a ótica da saúde coletiva e da categoria analítica geração. Método: Trata-se de estudo exploratório, descritivo-analítico, com abordagem quantitativa, realizada em duas vertentes: 1) survey online com 486 participantes em idade de 18 anos ou mais; 2) estudo retrospectivo, quantitativo, com dados de 270.619 vacinados, residentes no município de Diadema/SP. As duas etapas foram analisadas sob a ótica da Saúde Coletiva e da categoria analítica geração. A associação multivariada foi avaliada por regressão logística, em cada geração, e a capacidade preditiva foi determinada por curva ROC, calculadas as Odds Ratios e 95% de intervalos de confiança. Resultados: A prevalência de hesitação à vacina COVID-19 na população estudada foi de 30%, sem diferenças estatísticas entre as gerações. Mas, a análise das motivações baseadas no modelo 5C demonstrou diferenças Enquanto os Baby Boomers tinham como preditor para hesitação vacinal a preocupação com a eficácia da vacina e eram complacentes, a Geração X estava preocupada com os eventos adversos e calculavam o risco-benefício entre a vacina e a COVID-19. A Geração Y tinha preocupação com a eficácia, sofria influência de terceiros na decisão em se vacinarem e sua hesitação esteve ligada à confiança nas vacinas, enquanto na Geração Z a falta de conhecimento sobre as vacinas foi apontado como preditor da hesitação vacinal, e sua motivação estava associada às restrições. Conclusão: Esse estudo encontrou particularidades nas atitudes e práticas frente às vacinas de rotina e da COVID-19 entre as gerações, desta forma conclui-se que o conceito de geração conseguiu iluminar as discussões sobre hesitação vacinal, trazendo elementos importantes para sua compreensão, que possibilita um campo vasto de insights para intervenções mais assertivas, para além da busca ativa de faltosos. |