Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Mengai, Bruna |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11141/tde-02082010-160327/
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Resumo: |
Os óleos essenciais de plantas representam uma fonte de potenciais princípios ativos que podem ser utilizados como defensivos agrícolas para combate de insetos, bactérias e fungos. Vários estudos científicos relatam o potencial fungitóxico de óleos essenciais inclusive de óleos provenientes de algumas espécies de Eucalyptus. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o pontencial dos óleos provenientes de diferentes espécies de Eucalyptus, sobre a microflora natural do grão de milho em pós-colheita. Utilizou-se para isto três diferentes avaliações: a) a avaliação inicial que consistiu em avaliar o potencial antifúngico dos óleos de dez espécies de Eucalyptus sobre grãos de milho plaqueados sobre papel de filtro umedecido e considerando a microflora natural dos grãos; b) a avaliação da simulação de armazenamento dos grãos com apenas os óleos que se mostraram com maior potencial antifúngico na avaliação inicial e com misturas deles. Essa avaliação simula as condições dos grãos armazenados considerando a microflora natural e c) a avaliação em meio de cultura utilizando o meio Maize Meal Extract Agar e os fungos produtores de aflatoxinas, Aspergillus flavus e A. parasiticus. Em todas as avaliações foram avaliados os modos de exposição aos voláteis e por contato com os óleos. Os óleos de E. grandis, E. citriodora, o híbrido E. grandis x E. urophylla e o E. staigeriana, que apresentaram melhor eficiência antifúngica, na avaliação inicial, sobre a microflora natural dos grãos de milho da amostra utilizada, foram analisados quanto a sua composição por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas e utilizados nas demais avaliações. Na avaliação de armazenamento para o modo de ação por contato, a mistura E. grandis + E. staigeriana obteve o melhor resultado e no modo de ação por exposição aos voláteis, o melhor óleo foi o E. citriodora. Comparando os dois modos de ação, o por contato teve o melhor potencial antifúngico. Na avaliação em meio de cultura no modo de ação por contato, a mistura E. staigeriana + (E. grandis x E. urophylla) obteve melhor potencial antifúngico para ambos os fungos e para o modo de ação por exposição aos voláteis, o melhor potencial antifúngico foi com o óleo de E. staigeriana. Ambos os modos de ação foram estatisticamente iguais nesta avaliação para maioria dos tratamentos. Observou-se que os tratamentos apresentaram uma ação diferenciada sobre o crescimento e a produção de aflatoxinas que foi dependente do óleo, do modo de ação e da espécie aflatoxigênica avaliada. |