Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Silva, Helen Krystine da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11139/tde-19042016-102825/
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Resumo: |
A utilização de amostras de leite para a realização do diagnóstico precoce de prenhez em bovinos tem se tornado uma alternativa relevante para propriedades produtoras de leite, principalmente nas quais o suporte técnico é limitado. Atualmente, muitas fazendas coletam amostras de leite para avaliação da sanidade da glândula mamária e/ou para controle nutricional. Eventualmente, a utilização desta mesma amostra para a realização do teste de prenhez, viabilizaria o processo de coleta e diminuiria os custos com materiais e transporte destas amostras. Porém, ainda não se tem conhecimento de como o processamento da amostra de leite, desde a coleta até a análise laboratorial, pode afetar os resultados do teste de prenhez. Desta forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos de estratégias de coleta, armazenamento, conservação e processamento das amostras de leite sobre os resultados do teste de prenhez. Para isso, foram realizados 5 experimentos. No experimento 1, que avaliou o efeito do período do dia no qual a amostra foi coletada, foram utilizadas amostras de 51 animais (duas amostras por animal, uma obtida na ordenha da manhã e outra na ordenha da tarde). No experimento 2, que avaliou a ocorrência do \"efeito de arraste\" no medidor de leite do equipamento de ordenha, foram utilizadas amostras de leite de 94 animais pertencentes a duas fazendas distintas. De cada animal foram obtidas duas amostras de leite, uma direto do teto antes do início da ordenha e outra do medidor de leite ao término desta. No experimento 3, que avaliou o impacto das condições e do tempo de armazenamento das amostras de leite, 40 amostras foram coletadas e divididas em 4 idades (0, 3, 6 e 9 dias entre a coleta e a análise) e 2 temperaturas de armazenamento (ambiente e refrigerado). No experimento 4, que avaliou o efeito do pré-aquecimento das amostras de leite, o teste de prenhez foi realizado em 14 amostras que haviam sido submetidas ao banho-maria. Enquanto que, no experimento 5, que avaliou a ocorrência do \"efeito de arraste\" nos equipamentos de análise laboratorial, amostras de leite de 11 animais foram submetidas primeiro à análise de qualidade e depois ao teste de prenhez. Para verificar a existência de impacto de todos estes fatores, o coeficiente kappa foi calculado utilizando o software R. Como resultado, a coleta da amostra de leite na ordenha da manhã ou na ordenha da tarde não afetou os resultados do teste de prenhez. As concentrações de PAG das amostras coletadas na fazenda 2 sofreram maior influência do \"efeito de arraste\" quando comparadas as amostras obtidas na fazenda 1. Os níveis de PAG não apresentaram variação quando analisadas até 9 dias após a coleta, armazenadas tanto na temperatura ambiente como na refrigerada. O pré-aquecimento das amostras no banho-maria e a submissão aos equipamentos laboratoriais para análise de qualidade também não afetaram os níveis de PAG e nem os resultados do teste de prenhez. |