Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Bortolo, Larissa de Souza |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-14032024-121228/
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Resumo: |
A diversificação de sistemas de produção tem sido apontada como uma das alternativas mais importante para melhorar a saúde do solo, sequestro de carbono e produtividade das culturas. No entanto, regiões como o MATOPIBA, apresentam um cenário desafiador, onde o cultivo de segunda safra é limitado pelas condições climáticas (estação chuvosa mais curta que no restante do Cerrado), e de solos com textura arenosa e média arenosa. Desta forma, a sobressemeadura de plantas de cobertura na cultura da soja torna-se uma alternativa para ampliar o período de crescimento das plantas de cobertura dentro do período das chuvas. Assim, o objetivo desse trabalho, baseado em um experimento de longo prazo (10 anos), foi comprovar os efeitos na saúde do solo, no acúmulo de carbono e na produtividade, pela intensificação do manejo por meio da introdução de forrageiras em sobressemeadura de soja no estado do Tocantins, localizado na região do MATOPIBA. No décimo ano do experimento, foi avaliado atributos químicos, físicos e biológicos para determinar um índice de saúde do solo (ISS). Além disso, determinou-se a contribuição das forrageiras para o carbono no solo nessas áreas utilizando assinatura isotópica (δ13C). Por fim, foi determinada a produtividade de soja. Os resultados indicaram que a diversificação do sistema de produção melhorou a saúde do solo, aumentou a atividade enzimática e influenciou positivamente a produtividade da soja. A introdução de forrageiras de alta biomassa (Urochloa brizantha cv. Marandu, U. ruziziensis, Megathyrsus maximus var. Mombaça, M. maximus var. Massai) aumentou os estoques de carbono, mas o uso contínuo do milheto (Pennisetum americanum) resultou em perda de carbono e decréscimo na produtividade da soja. A pesquisa destacou que o carbono estabilizado no solo provém principalmente da soja, levantando a hipótese de que os constituintes vegetais lábeis, caracterizados por alta qualidade e concentração de N, são mais eficientemente utilizados pela comunidade microbiana. Conclui-se que a sobressemeadura de forrageiras na soja, mostrou-se uma alternativa eficaz para melhoria dos estoques de C e saúde do solo, beneficiando diretamente a produtividade da soja. Portanto, tal prática poderá ser recomendada aos produtores da região como uma importante opção dentro desta nova agenda de agricultura regenerativa e sustentabilidade agrícola. |