Comparacão do grau de estresse, burnout, fadiga e satisfacão entre familiares e funcionários de UTI em relacão a unidades com leitos individuais versus unidades com múltiplos leitos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Matos, Liane Brescovici Nunes de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5150/tde-09082021-090810/
Resumo: INTRODUÇÃO: A estrutura física das unidades de terapia intensiva tem sido relacionada a um impacto significativo sobre o paciente, família e equipe. O modelo de arquitetura da UTI (quartos privativos versus unidades com múltiplos leitos) pode ser associado a níveis de estresse experimentados pela equipe e à vulnerabilidade das famílias e pacientes. OBJETIVO: verificar o impacto da arquitetura da UTI nos sintomas de estresse e burnout nos colaboradores da UTI (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem) e, estresse, fadiga e a satisfação dos familiares de pacientes internados na UTI. METODOS: Estudo transversal, realizado na UTI do AC Camargo Câncer Center, um hospital escola especializado no tratamento oncológico e localizado na cidade de São Paulo com 45 leitos de UTI adulto, divididas em duas UTIs com múltiplos leitos e duas com quartos individuais. Entre os colaboradores e familiares, o estresse foi avaliado com a Escala de Fatores Estressantes na UTI: Escala de LIPP - ISSL. Burnout nos funcionários da UTI foi avaliado com Escala da Maslach Burnout Inventory (MBI). A satisfação familiar foi avaliada com o Inventário de Necessidades de Familiares em Terapia Intensiva (INFTI), e a fadiga com Escala de Fadiga de Chalder. RESULTADOS: Entre os 156 funcionários entrevistados nas UTIs, foram encontrados níveis similares de burnout entre os funcionários que trabalharam em UTIs leitos individuais ou múltiplos leitos, com uma média de 17,3%. Entretanto, o estresse dos colaboradores em 24 horas foi mais elevado nas nos funcionários que trabalharam nas UTIs de leitos individuais (14.3% vs. 4.7%, p= .04). Foram entrevistados176 familiares de primeiro grau dos pacientes internados e foi observado um nível similar de estresse e fadiga nos familiares. Entretanto, a satisfação das famílias de pacientes alocados em UTIs de leitos individuais foi maior (96.0% vs. 84.6%, p=.02). CONCLUSÃO: A arquitetura da UTI tem influência nos funcionários e nos acompanhantes dos pacientes. UTIs com Leitos individuais são associadas com maior satisfação das famílias, porém um maior nível de estresse nos colaboradores. Apesar disto, observou-se níveis semelhantes de burnout nos funcionários nas UTIs de leitos individuais ou múltiplos leitos