Análise da função renal em idosos com comprometimento cognitivo leve usuários de lítio em baixa dosagem: um estudo randomizado, duplo cego, placebo-controlado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Aprahamian, Ivan
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14082013-104334/
Resumo: Introdução: segundo a literatura, sais de lítio podem produzir redução da função renal. A magnitude dessa informação é debatível, uma vez que não há estudo clínico randomizado e controlado entre usuários de lítio, em sua maioria pacientes com depressão ou transtorno bipolar. A possibilidade do uso do lítio para o tratamento da demência de Alzheimer prodrômica reforça a necessidade de maior investigação de efeitos adversos atribuídos ao lítio, especialmente com relação à função renal. Objetivos: avaliar a segurança da utilização do lítio em baixa dosagem com relação à função renal de pacientes idosos. Como objetivos secundários serão avaliadas: a segurança clínica através de exame e questionário específico, as funções tireoidiana, imunológica e o metabolismo glicêmico. Métodos: estudo randomizado e placebo controlado de 2 anos, seguido de fase aberta por mais 2 anos. Foram avaliados 59 idosos com comprometimento cognitivo leve com seguimento mínimo de dois anos (fase controlada). A função renal foi estimada através das fórmulas aMDRD e CKD- EPI, a partir de exames laboratoriais e dados clínicos coletados durante o estudo. As funções tireoidiana, imunológica e glicêmica foram avaliadas respectivamente através de TSH, T4 livre, leucócitos total, neutrófilos, linfócitos, glicemia e insulinemia de jejum, e HOMA-IR. A segurança clínica foi avaliada através de entrevista sistemática realizada a cada 3 meses, utilizando exame físico e a escala UKU para efeitos adversos. Resultados: não houve piora da função renal com o uso do lítio (litemia entre 0,25-0,5 mmol/l) tanto pela aMDRD (p=0,453) como pela CKD-EPI (p=0,181). Houve aumento significativo de neutrófilos (p=0,038) e do TSH (p=0,034). O grupo lítio apresentou incidência significativamente maior de diabetes mellitus (p=0,037) e arritmias (p=0,028), maior ganho de peso (p=0,015), mais sintomas na escala UKU (p=0,045), e maior interferência dos efeitos adversos do lítio em atividades diárias (p<0,001). Houve correlação entre a opinião de médico e do paciente nas interferências das atividades diárias atribuídas aos sintomas adversos (p<0,001). Conclusões: o uso de lítio em baixa dose não alterou a função renal, produziu alterações no sistema imunológico e tireoidiano sem impacto clínico, e foi seguro clinicamente. As razões do aumento de incidência de diabetes e arritmias merecem investigação posterior