Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2000 |
Autor(a) principal: |
Patricio, Flávia Rodrigues Alves |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-20200111-130257/
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Resumo: |
Com o objetivo de avaliar o controle de Pythium aphanidermatum e Rhizoctonia solani pelo emprego da solarização, em ambientes protegidos ou não, foram conduzidos experimentos no interior de uma casa de vegetação vedada e, em área externa à mesma, em Piracicaba, SP. A solarização consiste na colocação de um filme plástico sobre o solo umedecido, visando promover seu aquecimento, durante o período de maior insolação do ano. A erradicação de Rhizoctonia solani foi obtida nos dois ambientes, por meio da solarização, por períodos variáveis, de 20 a 30 dias no interior da casa de vegetação e de 40 a 45 dias na área externa, nos meses de verão. O período necessário para promover a inativação do patógeno, considerando-se as profundidades de 1 O e 20 cm avaliadas, foi proporcional à temperatura atingida pelos solos durante o tratamento. No ambiente protegido a solarização foi favorecida pela menor perda de calor que ocorre nesta condição, principalmente durante a noite. Pythium aphanidermatum não foi consistentemente controlado pela solarização nos dois ambientes. Em alguns experimentos ocorreu redução na viabilidade do patógeno nas camadas mais superficiais do solo que, entretanto, foi acompanhada pelo favorecimento de sua patogenicidade na profundidade de 20 cm. Paralelamente foram conduzidos experimentos in vitro e in vivo visando a seleção de isolados de Trichoderrna spp. antagônicos aos patógenos Pythium aphanidermatum e Rhizoctonia solani. Foram selecionados isolados de Trichoderrna spp., sendo um antagônico a Pythium aphanidermatum e o outro a Rhizoctonia solani. O controle oferecido por estes isolados, entretanto, foi inferior ao propiciado pelo tratamento químico, efetuado com produtos muito eficientes - metalaxyl + mancozeb para o primeiro patógeno e pencycuron para R. solani. O efeito da integração entre solarização e controle biológico ou químico foi avaliado utilizando-se isolados selecionados nos experimentos anteriores ou aplicando-se fungicidas específicos para cada patógeno, nos solos solarizados e não solarizados obtidos dentro e fora da casa de vegetação. A integração da solarização com controle biológico ou químico não resultou em efeito sinergístico no controle dos patógenos avaliados. Para Pythium aphanidermatum a incorporação do antagonista ao solo solarizado não resultou em redução na viabilidade do patógeno e o controle químico foi muito eficiente em ambas as condições do solo, solarizado e não solarizado, mesmo tendo sido aplicada metade da dose recomendada. Para Rhizoctonia solani a solarização foi tão eficiente que os tratamentos, biológico ou químico, não trouxeram benefício adicional. |