Trabalho Famíliar na Agricultura do Município de Rio Claro (SP): a mulher e a criança na pequena produção

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1997
Autor(a) principal: Francisco, Maria Luiza Oliveira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-01072024-144757/
Resumo: Esse trabalho procurou investigar as estratégias de sobrevivência familiar na agricultura e as formas de inserção da mulher proprietária e da criança residentes na zonas rurais na força de trabalho na pequena produção do município de Rio Claro. Especificamente, buscou-se analisar as estratégias de sobrevivência familiar na pequena produção, procurando demonstrar o papel desempenhado pela mulher proprietária nas atividades produtivas e reprodutivas, os papéis de gênero atribuídos à ela pela família, a divisão sexual do trabalho, as relações de poder dentro da unidade doméstica e o papel desenvolvido pela criança nas atividades produtivas e reprodutivas. Abordou-se assim, as relações de gênero na Geografia, ou seja, na construção de uma Geografia de Gênero e suas vinculações com as estratégias de sobrevivência familiar, fato que possibilitou o estudo da inserção da mulher na força de trabalho na pequena produção. Tratou-se das relações de trabalho desenvolvidas no colonato buscando-se entender os papéis de gênero atribuídos à ela pela família, a divisão sexual do trabalho e as relações de poder dentro da unidade doméstica. Verificou-se que as atividades produtivas e reprodutivas desenvolvidas pela mulher e criança eram essenciais para a produção e reprodução da força de trabalho. As atividades produtivas eram encobertas pelo trabalho familiar, ou seja, o caráter integrativo e cooperativo do trabalho familiar mascarava o trabalho da mulher e da criança que não eram valorizados, pois não eram remunerados. Constatou-se também que a intensificação das relações capitalistas no campo rioclarense através da sujeição da renda da terra tem levado a uma acentuação do trabalho familiar onde a mulher e a criança trabalham mais intensamente nas atividades produtivas e reprodutivas buscando fugir da expropriação da terra e do assalariamento. A soma das atividades produtivas e reprodutivas tem levado a mulher a um elevado sobretrabalho, ou seja, a uma dupla jornada de trabalho o que tem prejudicado seu tempo de repouso. Hoje, o capital tem ocasionado uma maior subordinação da mulher à família e ao próprio capital