A construção da autoridade de jurista: Cesarino Junior, a Faculdade de Direito da USP e o Direito do Trabalho (1938-1976)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Valle, Franco Della
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-26052022-124535/
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo compreender as formas de legitimação de um jurista brasileiro em meados do século XX, em um momento de redefinição do peso simbólico dos bacharéis no cenário nacional. Para tanto, tomou-se para análise a trajetória de Antônio Ferreira Cesarino Junior (1906-1992). Trata-se de um professor negro e de origem popular que se tornou catedrático de uma então recém-criada disciplina jurídica, Legislação Social (Direito do Trabalho), na Faculdade de Direito da USP. A principal hipótese deste trabalho é a de que os estigmas associados à sua origem social e o racismo marcaram as formas pelas quais ele construiu sua autoridade como jurista de uma forma específica. Soma-se a isso as resistências por parte de alunos e outros juristas em relação à disciplina na qual se especializou, seja pela ausência de tradição, seja porque tinha como base a intervenção na relação capital e trabalho. Diferentemente da maioria dos demais juristas da sua época, Cesarino Junior intensificou sua atividade como um professor rigoroso e investiu na defesa de um ensino ligado à realidade das profissões jurídicas, ou seja, de um ensino mais técnico, tornando-se um crítico dos padrões consagrados pelos seus pares