Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Vasconcelos, Amanda Domingos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9132/tde-10102024-090303/
|
Resumo: |
O aumento da expectativa de vida da população é um fenômeno observado globalmente e é acompanhado pelo aumento da incidência de doenças crônicas não-transmissíveis, que geralmente se manifestam em indivíduos de idade avançada. O envelhecimento feminino vem acompanhado da menopausa, um processo natural que se inicia geralmente na quarta década de vida. Esta fase é caracterizada pela diminuição da atividade do ovário folicular que acarreta alterações endócrinas e metabólicas, induzindo mudanças na composição corporal e no metabolismo intermediário. Até o momento existem poucos estudos que investigaram o efeito da menopausa/ envelhecimento feminino nas respostas do metabolismo pós-prandial. O período pós-prandial está compreendido entre as primeiras horas após a ingestão de uma refeição, quando se observam processos que envolvem desde a digestão dos alimentos até a absorção e distribuição dos nutrientes e alterações no metabolismo celular para se adaptar ao suprimento de nutrientes vindos da refeição. Para compreender a influência do envelhecimento e menopausa nessas relações, este estudo focou em avaliar e comparar os parâmetros bioquímicos e inflamatórios pós-prandiais em mulheres pós-menopáusicas (PM) e em idade reprodutiva (RA). Foram envolvidas mulheres divididas em dois grupos (PM e RA) submetidas a um desafio dietético após 10 horas de jejum. Observou-se que o grupo PM tende ao sobrepeso e têm maior acúmulo de gordura visceral. A análise do padrão dietético indicou menor ingestão energética e de gorduras nas mulheres do grupo PM, que não se traduziu em um perfil metabólico mais favorável. No metabolismo pós-prandial, observaramse maiores concentrações de glicose e lipídios no grupo PM, reforçando a predisposição a doenças crônicas não-transmissíveis. Além disso, maior expressão gênica de marcadores inflamatórios em leucócitos mononucleares da circulação periférica e alterações nas concentrações plasmáticas de citocinas pró-inflamatórias nas mulheres PM evidenciam um estado pró-inflamatório, associado à menopausa e ao envelhecimento. Esses achados demonstram a necessidade de abordagens dietéticas e de estilo de vida ajustadas para mitigar riscos de doenças crônicas em mulheres na pós-menopausa. |