Degradação mecânica e química de mini-implantes ortodônticos de titânio e aço inoxidável: avaliação in vitro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Holanda, Isabella Consolo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58135/tde-06112024-152257/
Resumo: Os mini-implantes (MIs) são dispositivos inseridos temporariamente em estruturas ósseas utilizados como ancoragem durante o tratamento ortodôntico, também conhecidos como dispositivos de ancoragem temporária. Eles são projetados com uma superfície lisa para que não se tornem osseointegrados e são feitos principalmente de liga de titânio e de aço inoxidável. Dentre as principais causas que afetam diretamente a estabilidade dos MIs está a inflamação tecidual adjacente. Bochechos com clorexidina têm sido recomendados para reduzir com sucesso a contaminação microbiana, melhorar a higiene bucal e, consequentemente, aumentar o sucesso a longo prazo dos MIs. No entanto, produtos utilizados para melhorar a higiene bucal podem influenciar na estabilidade à corrosão dos MIs de liga de aço e de liga de titânio e, em alguns casos, podem levar ao aumento da dissolução do metal. O objetivo do trabalho foi avaliar in vitro a tribocorrosão e a corrosão de MIs à base de aço inoxidável e de titânio, e verificar as alterações estruturais induzidas na superfície do material. Foram utilizados MIs de liga aço inoxidável 316L (Morelli®) e de liga de titânio Ti-6Al-4V (PecLab®). Foram realizados ensaios de tribocorrosão através de escovação simulada, utilizando análises eletroquímicas de Potencial em Circuito Aberto (OCP) e Espectroscopia de Impedância Eletroquímica (EIS). Em seguida, conduziram-se ensaios de corrosão em três soluções distintas - saliva artificial, digluconato de clorexidina 0,06% e digluconato de clorexidina 0,12% - empregando análises eletroquímicas de OCP, EIS e polarização anódica. Além disso, foram realizados testes de Microscopia Eletrônica de Varredura e Espectrometria de Energia Dispersiva de Raios X. Os dados obtidos foram analisados por testes estatísticos e de normalidade, e o nível de significância foi estabelecido em 5%. Os resultados demonstraram que no geral a liga de titânio apresentou menor tendência à corrosão do que a liga de aço, quando submetidas ao desgaste mecânico. A concentração de clorexidina influenciou negativamente as características superficiais e as propriedades de corrosão dos materiais estudados. A exposição à concentração de 0,12% aumentou a suscetibilidade à corrosão das ligas de titânio e de aço.