Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Díaz, Ema Elissen Flores |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5155/tde-25102017-152343/
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Resumo: |
O HPV é transmitido principalmente pelo contato sexual e as infecções causadas por tipos virais oncogênicos estão etiologicamente associadas com o desenvolvimento de câncer de colo de útero, vulva e ânus nas mulheres, câncer de pênis e ânus nos homens, e câncer de cabeça e pescoço em ambos os sexos. Além disso, as verrugas genitais e a rara, mas séria, papilomatose respiratória estão etiologicamente associadas aos HPVs de baixo risco 6 e 11. Ademais, os HPV-16 e 6 estão entre os tipos mais frequentemente detectados em homens, independentemente da origem da amostra estudada, ressaltando a importância epidemiológica do HPV-6. Até o momento, estudos de associação entre variantes moleculares de HPV e o desenvolvimento das doenças associadas foram realizados para os HPVs de alto-risco oncogênico, como os HPV-16 e -18. Em relação à prevalência dos HPVs de baixorisco oncogênico e as implicações da heterogeneidade viral, os dados existentes até o momento são escassos. Pelo exposto, este projeto tem por objetivo: (1) Determinar a prevalência das diferentes variantes moleculares de HPV-6 em esfregaços genitais e lesões genitais externas (LGE), especificamente em verrugas genitais (VGs), entre os participantes do estudo prospectivo multinacional da Infecção por HPV em homens (estudo HIM); (2) Verificar a associação entre a infecção por diferentes variantes moleculares de HPV-6 e o risco de desenvolvimento de LGE nos participantes do estudo HIM. Para atingir os objetivos propostos foram utilizados esfregaços genitais e amostras de verruga genital dos participantes HPV-6 positivos do estudo HIM. Nestas amostras, as variantes de HPV-6 foram caracterizadas através da amplificação por PCR e sequenciamento de um fragmento do gene L2. Isto permitiu classificar as amostras em todas as linhagens (A, B) e sub-linhagens (B1, B2, B3, B4, B5) de HPV-6 descritas. Neste estudo, as variantes da sub-linhagem B3 foram as mais prevalentes. A distribuição das variantes de HPV-6 diferiu entre os países e entre casos e controles. A prevalência das variantes B1 de HPV-6 estava aumentada em VGs e esfregaços genitais de casos em comparação aos controles. Diferenças entre a detecção de variantes B1 e B3 nas VG e no esfregaço genital precedente à lesão foram observadas. Foi encontrada uma associação significativa entre a detecção de variantes da sub-linhagem B1 de HPV-6 e o desenvolvimento de VGs. Em conclusão, variantes B1 de HPV-6 são mais prevalentes em esfregaços genitais normais que precedem o desenvolvimento de VGs. Ademais as variantes B1 conferem risco aumentado para o desenvolvimento de VGs. Estudos futuros são necessários para compreender o possível envolvimento aumentado de variantes B1 de HPV-6 na progressão para lesões clinicamente relevantes |