O jogador de quadra adicional no handebol: perspectivas de treinadores brasileiros sobre a estratégia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Gilio, Joao Paulo Torres di
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/109/109131/tde-17062021-100050/
Resumo: As alterações regulamentares do handebol em 2016 trouxeram implicações estratégicas, táticas e técnicas para o jogo com jogador de quadra adicional (JQA). As modificações estruturais trouxeram novas possibilidade de organização ao jogo de handebol com JQA. A pesquisa objetivou analisar os discursos dos treinadores das categorias adultas do handebol brasileiro sobre como eles concebem o uso do JQA e como operacionalizam os comportamentos específicos no processo de treino. Apoiou-se na pesquisa qualitativa porque permitiu que os treinadores explorassem temas que envolvem a utilização do JQA atribuindo significados pertinentes ao problema de pesquisa levantado. A produção dos dados deu-se por meio de entrevistas semiestruturadas com sete treinadores brasileiros de handebol. O processo de exclusão selecionou treinadores que: 1. Classificaram-se entre as quatro melhores equipes na liga nacional de handebol da categoria adulta em pelo menos uma das temporadas de 2016 a 2018; e/ou 2. Participaram de comissões técnicas das seleções brasileiras das categorias adultas no período entre 2016 e 2018. Os dados foram analisados por meio da análise temática reflexiva e as análises enfatizaram aspectos específicos dos dados por uma abordagem preferencialmente teórico-dedutiva, latente e construcionista. Identificaram-se três temas e seis subtemas, sendo que cada tema contou com dois subtemas. O primeiro tema discutiu as adaptações estratégicas, táticas e técnicas para o jogo com e contra JQA depois das alterações regulamentares de 2016 e apontou as abordagens contempladas pelo Game Based Approach como alternativas pedagógicas para o ensino dos conteúdos do jogo com JQA. Enquanto no segundo tema tratou de comportamentos específicos do retorno defensivo, de aspectos referentes à substituição do JQA, das possibilidades de sistematização defensiva mediante utilização do JQA por parte da equipe adversária e de ações tático-técnicas que buscam o equilíbrio defensivo. Já o terceiro tema abordou as possibilidades de utilização estratégico-tática do JQA durante a fase ofensiva, como os objetivos durante a utilização para propor a superioridade numérica e os comportamentos específicos do jogo sem goleiro. Conclui-se que o uso do JQA tem objetivos similares aos empregados à estratégia anteriormente às alterações regulamentares de 2016, porém as modificações na regra trouxeram novas possibilidades de organização ao jogo sem goleiro no handebol. Esta pesquisa construiu conhecimentos relevantes para a identificação de indicadores relevantes para o modelo de jogo no handebol. Os questionamentos apresentados auxiliam a formação de novos treinadores e contribuem para o campo da pedagogia do esporte e do handebol.