Desenvolvimento financeiro, crescimento e desigualdade nos estados brasileiros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Zara, Thaís Marzola
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12138/tde-15122006-195440/
Resumo: Este trabalho tem como objetivo investigar a relação entre desenvolvimento financeiro e crescimento, bem como desenvolvimento financeiro e desigualdade, numa análise regional, para estados brasileiros. Utilizando a metodologia empregada na literatura empírica internacional, as conclusões obtidas são de que: a) o acesso ao crédito é uma das variáveis importantes para a explicação do crescimento estadual e da desigualdade na distribuição de renda; b) o tamanho do crédito em si aparece como relevante para a explicação do crescimento, mas, quando controlados os efeitos das características próprias de cada estado, esta relação deixa de ser significante; e c) o tamanho do crédito está negativamente relacionado à desigualdade de renda, isto é, mais crédito corresponde a pior distribuição. Este último resultado é contra-intuitivo e são sugeridas duas explicações para isso. A primeira razão possível é de que o crédito possa estar sendo capturado pelas camadas de maior renda / empresas de maior porte, não chegando às classes de menor renda / micro e pequenas empresas, o que acentuaria o quadro de má distribuição de renda. O acesso ao crédito, ao contrário, melhora a distribuição de renda. Além disso, é possível que, como uma parte importante do crédito é direcionada pelo governo, este pode estar deliberadamente enviando mais recursos aos estados inicialmente mais desiguais, o que explicaria o resultado de que mais crédito está associado a mais desigualdade.