Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Botana, Neusa Maria Lima |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-28092018-093323/
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Resumo: |
O presente trabalho avaliou a pragmática da linguagem oral através do Teste de Linguagem Infantil - ABFW em dois grupos de crianças entre sete e 11 anos incompletos, sendo um com diagnóstico de TDA/H e outro sem diagnóstico (grupo controle), com quociente intelectual >= 90. Trata-se de um ensaio clínico, prospectivo. O projeto foi desenvolvido em crianças diagnosticadas com TDA/H, pela equipe multiprofissional no ambulatório do Distúrbio do Aprendizado do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A linguagem oral foi avaliada através do teste de fonoaudiologia da linguagem infantil (ABFW), nas áreas de fonologia, vocabulário e pragmática (atos comunicativos). As crianças diagnosticadas com TDA/H foram avaliadas pela fonoaudióloga em dois momentos, inicialmente na vigência do tratamento medicamentoso de curta ação, com 0,3 - 0,5 mg/kg/dose, administrado de 30 a 60 minutos antes da testagem, a mesma foi refeita após 15 dias, sem o uso da medicação por 48 horas antes da testagem. As crianças do grupo controle realizaram a avaliação fonoaudiológica somente uma vez. Dessa maneira, houve a formação de três grupos: TDA/H sem medicação, TDA/H medicado e grupo controle. Foram realizadas no total 60 avaliações (20 TDA/H medicado; 20 TDA/H não medicado, 20 grupo controle). Os dados indicaram que não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre as médias das idades das crianças dos grupos TDA/H e controle (p=0,35). Não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre as medianas de QI >= 90 nos grupos TDA/H e controle (p=0,62). Não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre as medianas dos escores da pragmática da linguagem oral nos grupos controle e TDA/H medicado (p=0,14). Foi encontrada diferença estatisticamente significante entre as medianas do escore da pragmática da linguagem oral nos grupos de TDA/H medicado e TDA/H não medicado (p= 0,001). Foi encontrada diferença estatisticamente significante entre as medianas do escore da pragmática da linguagem oral nos grupos controle e TDA/H não medicado (p=0,002). As crianças diagnosticadas com TDA/H estudadas apresentaram comprometimento na pragmática da linguagem oral, tendo sido observado que a medicação possibilitou a melhora no escore quando comparado ao sem uso de medicação. Acreditamos que a alteração da pragmática da linguagem oral esteja associada com a dificuldade de aprendizagem, que também é frequentemente observada nos pacientes com TDA/H, embora não tenhamos efetuado a correlação desses fatos no atual estudo pretendemos fazê-lo posteriormente. Deve ser considerado que através da pragmática empobrecida os turnos dialógicos não são adequadamente estabelecidos, com isso há dificuldade na conquista de vínculos e manutenção das habilidades sociais |